quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Violência Doméstica

Violência doméstica é um problema que atinge atualmente milhares de pessoas, em sua maioria de forma silenciosa e disfarçada, praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre marido e mulher, sogra, padrasto ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc.

A vítima de violência doméstica, geralmente, tem baixa auto-estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato agressor, que nunca mais vai repetir este tipo de comportamento, para depois repeti-lo.

 Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais intolerante e com comportamentos agressivos especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos, o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio o que pode dificultar a decisão da parceira em denunciá-lo.

São várias as práticas violentas como: a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o (a) parceiro (a).

Os tipos de violência dividem-se em:
·         
 Violência física: quando envolve agressão direta, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objetos e pertences do mesmo (patrimonial); São comuns murros e tapas, agressões com diversos objetos e queimaduras por objetos ou líquidos quentes. Outra modalidade é as agressões que tomam o homem de surpresa, como por exemplo, durante o sono. Não é incomum, atualmente, a violência física doméstica contra homens, praticados por namorados (as) ou companheiros (as) dos filhos (as) contra o pai.
·         Violência psicológica: quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, juridicamente produzindo danos morais; e violência socioeconômica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos econômicos. Outra forma de violência emocional é fazer o outro se sentir inferior, dependente, culpado ou omisso é um dos tipos de agressão emocional dissimulada mais terrível. O agressor faz tudo corretamente, não com o propósito de ensinar, mas para mostrar ao outro o tamanho de sua incompetência. O agressor com esse perfil tem prazer quando o outro se sente inferiorizado, diminuído e incompetente. Normalmente é o tipo de agressão dissimulada do marido em relação às esposas. Depreciam a comida da esposa e, por parte da esposa, que, normalmente se aborrecendo com algum sucesso ou admiração ao marido, ridiculariza e coloca qualquer defeito em tudo que ele faça.
·         Violência verbal: A violência verbal normalmente se dá simultaneamente à violência psicológica. Alguns agressores verbais dirigem sua artilharia contra outros membros da família, incluindo momentos quando estes estão na presença de outras pessoas estranhas ao lar. A violência verbal existe até na ausência da palavra, ou seja, até em pessoas que permanecem em silêncio. O agressor verbal, vendo que um comentário ou argumento é esperado para o momento, se cala, emudece e, evidentemente, esse silêncio machuca mais do que se tivesse falado alguma coisa. Ainda dentro desse tipo de violência estão os casos de depreciação da família e do trabalho do outro. Outro tipo de violência verbal e psicológica diz respeito às ofensas morais, maridos e esposas costumam ferir moralmente quando insinuam que o outro tem amantes. Muitas vezes a intenção dessas acusações é mobilizar emocionalmente o (a) outro (a), fazê-lo (a) sentir diminuído (a). O mesmo peso de agressividade pode ser dado aos comentários depreciativos sobre o corpo do (a) cônjuge.  


“A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” (Jean-Paul Sartre)



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CIÚMES ENTRE IRMÃOS


O ciúme constitui uma reação emocional que se caracteriza por um sentimento de inveja e ressentimento generalizado para a pessoa que se considera como rival.

É possível perceber hoje a dificuldade que as crianças têm em dividir, partilhar a afeição, a atenção dos membros da família e até mesmo seus objetos e brinquedos com outras crianças. De acordo com especialistas, isto tem relação com a diminuição do número de filhos nas famílias. O filho único, que antes não era comum na família, no século 21 tornou-se freqüente.
Mas em famílias com mais de um filho geralmente o nascimento de um novo filho pode fazer com que o irmão primogênito sinta forte impacto provocado pela chegada inexplicável de um “intruso”, pois além de perder o “troninho” deve aprender a partilhar o mais importante a atenção dos pais que antes era somente dele.

Entre os 2 e os 6 anos, as relações com os irmãos constituem, mais do que em qualquer outra idade, a parte mais importante do meio social da criança. É nestas idades que geralmente nasce um irmão, um momento muito importante na vida de uma criança e que altera todo o seu pequeno universo.

A reação da criança vai depender da sua idade quando o irmão nascer.
• 18-24 meses – a criança tem muita dificuldade em compreender e aceitar a chegada de um irmão, pois está a viver uma fase em que descobre o medo da separação da mãe e, mais tarde, a crise de oposição e do negativismo sistemático.
• 3 anos – a adaptação também pode ser difícil pois pode coincidir com a entrada no jardim-de-infância e as reações negativas à presença do irmão podem ser confundidas com a má adaptação escolar.
• 4-5 anos – a adaptação à chegada de um irmão é mais fácil, pois a criança compreende o que se está a passar à sua volta e já é capaz de tomar conta de si.
• > 6 anos – a chegada de um irmão habitualmente é encarada de forma positiva, assumindo mesmo o papel de irmão mais velho.

O modo como a criança manifesta e exterioriza o ciúme é muito variável, dependendo da idade da criança e das reações dos pais. O comportamento regressivo é a forma mais comum e caracteriza-se pela retomada de comportamentos que já tinham sido abandonados, como a regressão na linguagem, voltar a querer o bico, fazer xixi na cama, entre outras. No entanto, a exigência constante de atenção, ou pelo contrário, mau comportamento sistemático para chamar para si as atenções, pode ser um modo de manifestação.

A criança pode até ter atitudes de hostilidade dirigidas ao irmão ou à mãe. Outra forma de reagir é a atenção e preocupação constantes com o irmão, rodeando a mãe e o bebê de cuidados excessivos, com o desejo de agradar e recuperar o “amor perdido” da mãe. É nesta altura que a criança se questiona constantemente sobre: “Se os meus pais me amam, porque querem outro filho?”, “Vou continuar a ser admirado?”, “Será que vão continuar a gostar de mim?”.

O ciúme revela-se do irmão mais velho pelo mais novo, pois é o irmão mais velho o único que conheceu uma realidade em que o irmão não estava presente e tem a perder com a sua chegada. O mais novo sempre viveu na presença do mais velho e geralmente tem sentimentos positivos tendo-o como objeto de imitação e mentalmente identificando-se com ele.

A atitude dos pais é determinante, pois o modo como tratam cada filho poderá estar na origem das relações conflituosas – a base de toda esta rivalidade/hostilidade assenta no desejo de a criança ter o amor dos pais.
 
À medida que o tempo vai passando e o irmão mais novo cresce, o mais velho assume o papel de “irmão mais velho”. É nesta altura que a atitude dos pais é fundamental, pois, se demonstrarem compreensão e atitudes positivas, a criança supera o ciúme inicial, caso contrário, pode gerar-se um ciclo vicioso e “traumatizante” para a criança.

Para prevenir os ciúmes entre irmãos é necessário:
·         Que os pais proporcionem segurança e atenção desejáveis para que o irmão não se sinta abandonado com a chegada do bebê.
·         Evitar que haja mudanças na vida do irmão, por exemplo, mudando-o de quarto, deixando-o mais tempo na escola. Não se deve reduzir a quantidade, nem a qualidade da atenção, que a mãe e o pai dispensam à criança mais velha, tentando manter a rotina anterior ao nascimento do irmão.
·         Ajudar o irmão mais velho a assumir o novo papel, ressalvando a sua importância, e prevenindo o ciúme que aparece com freqüência quando a mãe ou o pai estão absorvidos no cuidado do bebê. É importante estimular a sua participação nesses cuidados, de forma que o filho se sinta importante e prestável.
·         Evitar comparações, bem como a distribuição de papéis entre irmãos. Os pais devem colocar em evidência os progressos de cada criança assim como suas qualidades. Pretende-se com isto valorizar o seu progresso em determinada situação, aumentando a sua auto-estima.

O amor de uma criança pelos seus pais é extremamente intenso e incondicional, portanto, há o desejo da exclusividade. O sentimento de ciúme deve ser encarado de forma natural. É próprio do ser humano, se os pais fizerem um esforço contínuo para ajudar os seus filhos nas suas angústias, as crianças terão oportunidade de aprender, a cada dia, a adaptar-se às novidades e a abrir mão do egocentrismo próprio da primeira infância. É muito importante que os pais estejam em sintonia com os sentimentos das crianças e as ajudar a manifestar-se.

Referência:

COSTA, Sandra. Educação de Infância. O ciúmes entre irmãos. 12 de Dezembro de 2008.  Disponível em: http://educacaodeinfancia.com/o-ciume-entre-irmaos/. Acesso em 15 de Outubro de 2011.

Vejam o vídeo ilustrativo: Gostou do texto? comente.... obrigada. Aline Bicalho.





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conflitos Familiares


Antes de falarmos sobre o assunto, primeiro é importante definir o conceito de conflito. Conflito é uma luta consciente e pessoal, entre indivíduos ou grupos, em que cada um almeja uma condição, que exclui a desejada pelo adversário. De modo geral, o indivíduo tem consciência apenas do sofrimento ou da perturbação de comportamento, originados do conflito reprimido.

A relação em família é complexa, pois cada ser humano é singular, pois cada um tem a sua história. Nas relações acontecem competições e alianças pelo poder. Nos diversos relacionamentos, as diferenças individuais acabam aparecendo, pois cada um pensa de uma forma e todos têm necessidades num determinado momento. Essas diferenças nas relações tornam-se as bases dos conflitos.

As diferenças, normalmente, não são percebidas como algo positivo, como oportunidades de enriquecimento e acabam sendo usadas de modo destrutivo. Assim, a diferença que leva a um conflito de interesse (discordância) é percebida como insulto e/ou desamor.

Por este motivo, O diálogo deve ser exercido em todas as situações, sejam elas de divergências ou concordâncias. Muitos são incapazes de detectar os conflitos e de resolvê-los de forma amistosa e compreensiva.

É vital ao bom ambiente familiar que o casal possua uma forte aliança, saiba lidar com seus conflitos, colabore entre si e satisfaça necessidades mútuas.  Por outro lado, é importante também que em suas funções de pais, exista apoio à autoridade de cada um dos cônjuges com relação aos filhos, ou seja, ambos não devem tirar a autoridade imposta pelo outro.

A falta de comunicação, somada à dificuldade para resolver problemas em conjunto são fatores negativos na criação dos filhos. As divergências dos pais, veladas ou abertas, em relação à educação dos filhos, os deixam confusos e, com freqüência, as crianças usam de manipulações, jogando os pais um contra o outro. Portanto, Os conflitos tornam–se mais fáceis de serem enfrentados quando pai/mãe ou marido/mulher compreendem as questões e de onde elas surgiram. Para tal é necessário cada um entender e aceitar os seus próprios medos, valores, expectativas e proteções e também as do parceiro. 

São vários os motivos que levam familiares a terem conflitos, dentre eles: dinheiro, ciúmes entre irmão e entre pais, homossexualidade, drogas, entre outros.
O dinheiro: geralmente causa conflitos quando a briga por ele, por exemplo quando falece algum integrante da família e tem que se fazer a partilha, principalmente em famílias onde não há diálogo e a ganância predomina os problemas são grandes, de brigas até a morte.

Ciúmes entre irmãos: o conflito familiar entre irmãos tem as suas origens na infância. O pai gosta mais de um do que de outro. A mãe aprecia mais o outro do que o um, e por ai vai. Há filhos que não sentem, mas normalmente ressentem-se pela vida afora. E a qualquer discussão a briga se instala e acusações fortes são feitas entre ambos.

Entre pais: acontece em várias situações, dentre elas a separação entre o casal. A briga se instala sendo os filhos o motivo, a briga pela guarda, um começa a insultar o outro perante os filhos deixando estes confusos quanto a quem está falando a verdade.

Homossexualidade: os conflitos geralmente começam quando é descoberto que o filho (a) está convivendo com alguém do mesmo sexo. Por vezes os familiares não apóiam e recriminam tal situação.

Drogas: Quando os familiares percebem que o filho (a) é usuário de drogas o caos se instala, muitas vezes os pais ficam desesperados, tentam tirá-los de qualquer forma do vício e daí surgem vários conflitos.

Os conflitos familiares são extremamente dolorosos e deixam as suas marcas. O grande e crucial problema é que muitas pessoas não sabem como resolvê-los. Por vezes as tragédias ou dores reaproximam os adversários, mas jamais as relações serão as mesmas, ficará no ar a mágoa e a dor. Permanecerá a desconfiança de que quem aprontou uma vez, fará de novo. Portanto, volto a ressaltar que o diálogo ainda é a melhor forma de tentar resolver pendências, acordos e desacordos. Caso não resolva mesmo assim, procure ajuda de um profissional, o psicólogo de família (Sistêmico), ele ajudará nas mediações entre familiares que talvez sozinhos não resolvessem amistosamente.



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Acidente Vascular Cerebral (AVC)



Acidente Vascular Cerebral (AVC) é popularmente conhecido como “derrame cerebral”.  Ele ocorre quando o suprimento sanguíneo é reduzido ou bloqueado, podendo haver perda súbita da função neurológica, ocasionando lesões cerebrais que podem ser pequenas, severas, temporárias ou permanentes. É uma doença de início súbito na qual o paciente pode apresentar paralisação ou dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Pode ainda evoluir com coma e outros sinais.

Existem vários tipos de AVC: o AVC isquêmico: É o tipo de AVC mais comum, presente em cerca de 80% dos casos. Ocorre pela falta de fluxo sanguíneo cerebral, levando ao sofrimento e enfarte do parênquima do sistema nervoso; o AIT ou ataque isquêmico transitório: corresponde a uma isquemia (entupimento) passageira que não chega a constituir uma lesão neurológica definitiva e não deixa sequela. Ou seja, é um episódio súbito de deficit sanguíneo em uma região do cérebro com manifestações neurológicas que se revertem em minutos ou em até 24 horas sem deixar seqüelas; AVC hemorrágico: É o acidente vascular cerebral menos comum presente em cerca de 20% dos casos, mas não menos grave. Ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo intracraniano. A inflamação e o efeito de massa ou pressão exercida pelo coágulo de sangue no tecido nervoso prejudicam e degeneram o cérebro e a função cerebral.

Diagnóstico: O diagnóstico do AVC é clínico, ou seja, é feito pela história e exame físico do paciente. Perda ou dificuldade súbita do movimento dos membros de um mesmo lado do corpo sugere fortemente AVC. Outros sintomas menos específicos, como queda do estado geral e coma, também levantam a chance de AVC. É boa prática que a hipótese seja confirmada por um exame de imagem, tomografia computadorizada e ressonância magnética, que permitem ao médico identificar a área do cérebro afetada e o tipo de AVC.

O risco de acontecer um AVC diminui consideravelmente quando as pessoas adotam hábitos saudáveis em relação a sua alimentação, optam pela prática de atividades físicas regulares e param de fumar.

 Existem diversos fatores considerados de risco para a chance de ter um AVC, sendo os principais: a hipertensão arterial(pressão alta), doença cardíaca (arritmias, infarto do miocárdio, doença de Chagas, problemas nas válvulas, etc.), colesterol, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, diabetes, idade (quanto mais idosa uma pessoa, maior a sua probabilidade de ter um AVC. Isso não impede que uma pessoa jovem possa ter), sexo (até aproximadamente 50 anos de idade os homens têm maior propensão do que as mulheres; depois desta idade, o risco praticamente se iguala), obesidade, anticoncepcionais hormonais (Atualmente acredita-se que as pílulas com baixo teor hormonal, em mulheres que não fumam e não tenham outros fatores de risco, não aumentem, significativamente, a ocorrência de AVC), condições de vida (homens solteiros ou infelizes no casamento correm mais risco de sofrer AVC), malformação arteriovenosa cerebral (distúrbio congênito dos vasos sangüíneos do cérebro nos sítios onde exista uma conexão anormal entre as artérias e as veias).

Pacientes acometidos pelo AVC poderão apresentar déficits motores, de sensibilidade, visuais, perceptivos, deglutição, linguagem, cognitivos e de humor. No caso de um acidente encefálico associado a déficits motores, necessita-se de acompanhamento da equipe de fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais para potencializar e fortalecer os músculos que ainda possuem a inervação funcionante para assim diminuir as deficiências que podem ter sido causadas; no caso de problemas na fala e/ou deglutição um fonoaudiólogo pode ser necessário.

É comum após um AVC o paciente apresentar sintomas de ansiedade, depressão e dificuldades para controlar suas emoções, em razão do medo de ocorrer um novo AVC ou pela própria expectativa de sua recuperação. Vale lembrar que o AVC é uma doença que merece muita atenção pela mudança que pode provocar na dinâmica da vida da vítima, da vida da sua família e das pessoas que dela cuidam. A vítima, antes totalmente funcional, pode se tornar totalmente dependente física e financeiramente de seus cuidadores. Pode, uma vez acamada, desencadear outras complicações, como escaras de decúbito, pneumonia e constipação. Além disso, existe descrito o stress do cuidador - que, aliás, também deve ser abordado e ouvido no tratamento do paciente acamado, minimizando as seqüelas familiares.
Vários são os fatores associados ao comprometimento da qualidade de vida do paciente com AVC, sendo a depressão um dos mais importantes fatores para a baixa qualidade de vida.

A presença desses sintomas traz significativo comprometimento para a recuperação do paciente, piora da sua qualidade de vida, dificultando a adesão ao tratamento, distorcendo a percepção geral a respeito da própria saúde, além de reduzir os níveis de energia, inibir a interação social e a motivação.

É necessário que este paciente tenha apoio psicológico para elaborar perdas, elevar a auto-estima e a motivação, compreender sua nova condição de vida e aderir aos tratamentos que contribuam efetivamente para a sua recuperação.

Algumas idéias para os pacientes
  • Planifique atividades semanais e diárias em que sinta autônomo e realizado.
  • Sempre que possível procure reunir com familiares e antigos conhecidos e faça novas amizades. Fale abertamente com eles sobre as suas angústias.
  • Não hesite em pedir ajuda quando sente que precisa;
  • Dedique algum tempo ao lazer e a fazer o que realmente gosta (passeios, leituras, visitas culturais, escrita, ouvir música, jardinagem, etc.);
  • Integre-se em grupos de voluntariado o que lhe permitirá combater o isolamento e a encontrar histórias de vida, certamente, idênticas à sua;
  • Pratique exercício físico que lhe permitam libertar tensões e emoções;
A determinada altura do ciclo de vida da família pode ocorrer mudanças que obrigam a que esta tenha que se re (estruturar), nomeadamente o aparecimento de doenças crônicas como é o caso das seqüelas de AVC. Quando tal acontece no seio de uma estrutura familiar, o primeiro impacto é de dúvida e incerteza em relação ao cuidado a prestar. A família terá, portanto que (re) definir novamente as suas funções e responsabilidades.

Algumas idéias para os familiares

  • Solicite e aceite ajuda. Procure apoio através de amigos, um profissional ou junto de grupos de apoio psico-educativos;
  • Nomeie alguém que o substitua em caso de ausência, alguém da sua rede de familiares e amigos. A existência de um 2º cuidador poderá ajudar a aliviar o desgaste psicológico causado pela doença assim como lhe permitirá partilhar tarefas;
  • Reúna com os seus restantes familiares no sentido de se (re) organizarem e de redefinirem os papéis de cada um;
  • Mantenha, tanto quanto possível, atividades de lazer, tais como: sair, passear, ir às compras, ler, ouvir música…
  • Pratique exercícios de relaxamento sempre que se sentir ansiedade ou cansaço físico e psicológico;
  • Facilite a comunicação no interior do núcleo familiar. O diálogo é uma ferramenta importante na resolução de problemas. Saiba ouvir o seu familiar e fale com ele. Sempre que não o conseguir fazer, procure, mentalmente, colocar-se no “lugar do outro”;
  • Na relação com o familiar, procure utilizar palavras simples e curtas. Procure entender as suas dificuldades e necessidades (respeito e dignidade) ajudando-o a combater a solidão e a prestar suporte afetivo;
  • Respeite o direito à decisão, a privacidade física e emocional do seu familiar;
  • Solicite informação e formação adequada sobre aspectos relacionados com os AVC´s que lhe permitam enfrentar aspectos práticos da doença e aumentar o sentimento de controle e eficácia pessoal;
  • Procure recursos que lhe permitam aliviar um pouco os cuidados prestados (Apoio Domiciliário ou Unidades de Cuidados Continuados podem ajudá-lo);  

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por que as pessoas gritam?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? - Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam.
Falam suavemente.
E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta" 

 Mahatma Gandhi

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Separação

Porque as mulheres têm mais dificuldades em superar uma separação do que o homem?

Talvez pela cultura e educação que foram passadas a elas, além de que as mulheres normalmente são mais sentimentais e valoriza mais a relação do que o homem. Eles são mais racionais e lidam melhor com questões relacionadas ao afeto. Não que eles não sintam nada, há muitos homens que também sofrem, mais no geral a mulher sofre mais, pois para ela o relacionamento/casamento deve ser eterno.

O homem procura passar por cima do seu sofrimento buscando novas mulheres, várias mulheres, não se envolvendo com nenhuma para evitar novamente o sofrimento e para aumentar sua auto-estima que muitas vezes fica diminuída com a separação.

É importante lembrar que isso não é regra geral, há muitas mulheres que reagem exatamente iguais aos homens.

Entretanto, normalmente a mulher mostra mais dificuldades em iniciar um novo relacionamento do que o homem, pois ela demora mais a esquecer o antigo relacionamento e colocar um basta definitivo. Já o homem procura envolver-se com outra pessoa para não lembrar ou esquecer o relacionamento que acabou.

São vários os motivos que levam a uma separação: desentendimentos, traições, desamor, agressões, entre outros. Mas às vezes mesmo com tais motivos há casais que permanecem juntos, pelo menos em casa mesmo sem trocar uma palavra, pois muitos outros fatores os impedem de seguir seu caminho sozinho como exemplo: os filhos, a rotina do casal, a segurança financeira, os bens adquiridos ao longo da vida, etc.
Por isso á casais que preferem se submeter a uma relação insatisfatória para não precisarem recomeçar e criar novos hábitos. Nós seres humanos temos às vezes o problema do comodismo, “ruim com ele... pior sem ele”.

Ainda tem o problema da idade. Pessoas jovens têm mais disposição para recomeçar, além de terem virilidade, corpos atraentes, tem também mais amigos que os estimulam a sair, conhecer outras pessoas e ir para as baladas. Mas e as pessoas de mais idade? Geralmente são donas de casa, tem filhos para cuidar, não tem mais aquela disposição para sair sozinhas, além de se preocuparem com o corpo que não é mais jovem, com rugas que aparecem idesejadamente, ai pensam “ninguém vai querer envolver com alguém da minha idade”, como vou arrumar emprego agora com essa idade para sustentar meus filhos? Por isso, muitas delas se acomodam e preferem continuar vivendo tal relacionamento e se tornam cada vez mais infelizes.

O mesmo acontece com os homens, estão acostumados as mordomias dentro de casa e quando pensam que vão ter que dividir os bens adquiridos durante o casamento já logo desistem e preferem manter “seu porto seguro”, mesmo que as vezes já tenham outro caso fora de casa.

Mas há aquelas pessoas que resolvem acabar o relacionamento, sofrem, superam obstáculos, mas depois se sentem libertas, felizes e conseguem recomeçar a vida. É preciso coragem, autoconfiança e disposição!

Não é fácil saber que depois de muito tempo com a mesma pessoa ela não te quer mais, além disso, temos a mania de se auto culpar (o que foi que eu fiz? Onde eu errei?), pare de se lamentar, somente não deu certo. Não estamos acostumados a sermos rejeitados, ninguém nasceu preparado para isso. E às vezes por ser tão difícil de aceitar procuramos reatar o relacionamento e quando não da certo, ai mesmo que nos sentimos para baixo, inútil e muitas vezes até entra-se em depressão. É importante lembrar que a relação é feita por duas pessoas, então “quando um não quer dois não brigam”.

Terapia de casal resolve?

Sim, pode resolver, mas quando o casal está em crise e não a ponto de se separarem já. Muitas vezes o que falta é diálogo. É muito comum o casal em terapia acabar descobrindo e conseguindo falar ao outro suas mágoas, decepções e resolver os conflitos que poderiam contribuir futuramente para sua separação. Com isso eles entram em acordo e vivem felizes. Mas pode acontecer também do casal ver que é melhor se separarem, cada um viver sua vida e o melhor conviverem amigavelmente se necessário.

O importante é estar bem consigo mesmo e não ficar sustentando algo que não mais te agrada, te da prazer e que te faz só sofrer e adoecer.

Curta a sua vida, cuide de si próprio, aumente sua auto-estima, sua autoconfiança, fortalece-se e depois disso abra seu coração e volte a viver novamente, seja feliz!
                                                                                                        Aline Bicalho, 06 de Agosto de 2011.




terça-feira, 5 de julho de 2011

Ciúmes


Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter. Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.

O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio. Ele provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, 1 - a pessoa que sente ciúmes (sujeito ativo do ciúme), 2- a pessoa de quem se sente ciúmes (sujeito analítico do ciúme) e 3 – pessoa(s) que é (são) o motivo do ciúme (o que faz criar tumulto).

A pessoa ciumenta apresenta na sua personalidade um traço marcante de timidez e sentimentos de insegurança, problemas que costumam ter raízes na infância. O ciúmes demonstra falta de auto-confiança, medo de perder, e aguça o nosso complexo de inferioridade. O complexo de inferioridade entra, quando começamos a imaginar como será a outra pessoa, ou quando por acaso a(o) conhecemos e começamos a nos comparar com ela(ele); e reconhecemos que pode ser que ela(ele) tenha algo mais atraente que nós.

O ciúme envolve um largo conjunto de emoções, pensamentos, reações físicas e comportamentos:
  • Emoções - dor, raiva, tristeza, inveja,medo, depressão e humilhação;
  • Pensamentos - ressentimento, culpa, comparação com o rival, preocupação com a imagem, autocomiseração;
  • Reações físicas - taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca, sudorese, aperto no peito, dores físicas.
  • Comportamentos - questionamento constante, busca frenética de confirmações e ações agressivas, mesmo violentas.
O ciúme em níveis exagerados pode se tornar patológico, ou seja, virar doença e tornar-se paranóia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar sendo vítima de conspiração). Nesse tipo de distúrbio, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro coisas que limitam a liberdade deste, abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o parceiro ou contrata alguém para fazê-lo. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida, até o intensifica.

Algumas teorias consideram que os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia que passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro (a), estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que esse aspecto não se torne limitador e perturbador, resumindo: diálogo!
O processo deve envolver também a família, pois o apoio no lar é imprescindível nesses casos. Reduzido o sentimento de insegurança, é esperado que diminua a aflição do ciúme. Só quem confia em si mesmo pode confiar em outros, de modo que parece lógico começar o tratamento pelo fortalecimento da autoconfiança.

Algumas dicas para superar o ciúmes:
1-Goste de si, antes de gostar dele.
2- Não deixe de ter amigas e de viver sua vida como fazia antes de conhecê-lo. Mantenha sua independência psicológica.
3- Antes de brigar, ou fazer uma cena, pense mil vezes.
4- Não faça projetos futuros em demasia, o romance pode não dar certo e você ficar frustrada para o resto da vida.
5- Não adianta chorar, implorar, ajoelhar, ou desmaiar, se seu (sua) parceiro(a) tiver de ir  em algum lugar ou fazer algo ele (ela) fará, quer você queira ou não.
6- Seja superior, o que quer que nós mulheres possamos falar, eles sempre irão tentar provar-nos de alguma maneira que estávamos equivocadas.
7 – Sempre que algo lhe perturbar, chame seu parceiro (a) para uma conversa e fale sobre seu descontentamento, ele (a) não tem bola de cristal! E assim, você não corre o risco de depois explodir com ele (a) quando não mais der conta.
8- Ninguém é de ninguém. (leia o livro de Zíbia Gasparetto)

Se um indivíduo é capaz de amar produtivamente, ama a si mesmo; se somente sabe amar às outras pessoas, não sabe amar em absoluto.
Responda, sinceramente:
1) Torno-me obsessiva com os relacionamentos?
? Sim ? Não
2) Nego o alcance do problema?
? Sim ? Não
3) Minto para disfarçar o que ocorre numa relação?
? Sim ? Não
4) Evito as pessoas para ocultar o problema?
? Sim ? Não
5) Repito atitudes para controlar a relação?
? Sim ? Não
6) Sofro acidentes devido à distração?
? Sim ? Não
7) Sofro mudanças de humor inexplicáveis?
? Sim ? Não
8) Pratico atos irracionais?
? Sim ? Não
9) Tenho ataques de ira, depressão, culpa ou ressentimento?
? Sim ? Não
10) Tenho ataques de violência?
? Sim ? Não
11) Sinto ódio de mim mesma e me auto- justifico?
? Sim ? Não
12) Sofro doenças físicas devido à enfermidades produzidas por stress?
? Sim ? Não

Se você respondeu afirmativamente a três das doze perguntas, é uma pessoa dependente das pessoas. (Questionário retirado do site MADA – mulheres que amam demais)


"O ciúme é o pior dos monstros criados pela imaginação."
(Calderón de la Barca)


Referências Bibliográficas:
Ciúmes. In. Wikipédia, a enciclopédia livre, internet, Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciúme. Acesso em 04 de Julho de 2011.
Dicionário on line de português, internet, Disponível em <http://www.dicio.com.br/ciumes/>. Acesso em 05 de Julho de 2011.

Como superar o ciúme. Blog da mulher, internet, Disponível em http://WWW.blogdamulher.com/como-superar-o-ciumes. Acesso em 05 de Julho de 2011.

MADA- mulheres que amam demais, internet, Disponível em <http://www.grupomada.com.br/pagina.php?x=literatura&tit=literatura> Acesso em 04 de Julho de 2011.

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