terça-feira, 4 de junho de 2013

COULROFOBIA (medo de palhaços)

A coulrofobia é uma fobia específica (medo persistente e recorrente a um determinado objeto ou circunstância que desencadeia uma forte reação de ansiedade, sempre que apresentado ao paciente fóbico) que se da ao medo patológico à palhaços. Esse tipo de fobia pode atingir crianças, adolescentes e até mesmo adultos. O medo é resultante de algum tipo de situação que a pessoa tenha passado como, por exemplo, alguma experiência traumática com palhaços em alguma ocasião da sua vida ou até mesmo apenas pelo fato de ter visto um palhaço com aparência ameaçadora na mídia e ter adquirido medo e repulsa pelo mesmo.

Ao depararem-se com algum indivíduo vestido de palhaço, os portadores dessa fobia tem ataques de pânico, perda de fôlego, arritmia cardíaca, suores e náusea.Os sintomas são físicos por que é real o que essas pessoas sentem quando veem aquilo que lhes dão medo.

A prática do uso de palhaços em tratamentos hospitalares era muito comum, porém após comprovado que as crianças mais se assustavam do que se alegravam, ou seja, tinham a imagem do palhaço de forma negativa, esta prática foi erradicada.  

No orkut, há uma comunidade que reúne pessoas que sofrem de Coulrofobia, possuindo cerca de 300 membros e no facebook também participam 428 integrantes da comunidade com o mesmo nome. No orkut, está a secretária Samara Cristina de Andrade, de 19 anos, que disse que sempre sofreu desse problema. “Não me lembro de não ter medo de palhaço.” Samara relata também um susto passado por ela. “Já passei por uma situação de desmaio. Um palhaço veio me assustar e não parava, mesmo vendo que eu estava passando mal.”

Outro caso bastante divulgado pela mídia foi o da ex BBB 11 Janaína, que ao se deparar com seu amigo Daniel dentro da casa vestido de palhaço devido ao tema  da festa "circo" teve uma crise de pânico (ver vídeo ilustrativo) 

Segundo o psiquiatra Antonio Raimundo Simões de Souza citado por Neto (2011), o caso possui tratamento e as pessoas que sofrem de coulrofobia devem procurar seu médico de confiança para o encaminhamento ao especialista. "As fobias específicas têm na terapia comportamental o principal recurso para seu tratamento, baseado sobretudo nas técnicas de exposição. Gradualmente, o paciente é exposto às situações que teme. Em alguns casos o uso de benzodiazepínicos (medicações para diminuir a ansiedade), por período limitado, pode ser útil", explicou.

O medo de palhaços para muita gente é uma bobagem, porém ter medo dos simpáticos amiguinhos do circo na mente das pessoas que tem essa fobia representa um medo real. 

Referências: 

Minilua.curiosidades. Você sabe o que é Coulrofobia? Disponível em: <http://minilua.com/voce-sabe-que-coulrofobia/> Acesso em: 03/06/13.

Eutanásia mental. Coulrofabia - Medo de Palhaços. Disponível em: < http://www.eutanasiamental.com.br/2012/10/coulrofobia.html>. Acesso em: 03/06/13

O que é.com. O que é Coulrofobia. Disponível em: <http://www.o-que-e.com/o-que-e-coulrofobia/> Acesso em: 04/06/13.

Livraria da Folha. No dia do palhaço, conheça a coulrofobia. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/843598-no-dia-do-palhaco-conheca-a-coulrofobia.shtml> Acesso em: 04/06/13. 

NETO, José Carlos . Considerado uma fobia, medo de palhaço não é besteira. Unisanta - Online. In: saúde. 2011. Disponível em: <http://www.online.unisanta.br/2011/04-16/saude-1.htm> Acesso em: 04/06/13.


Veja os vídeos ilustrativos:

Janaína - ex BBB11





sexta-feira, 17 de maio de 2013

TIQUES


Tiques são movimentos involuntários, rápidos, repetitivos e estereotipados, que surgem de maneira súbita e não apresentam ritmo determinado. Alguns exemplos são piscadas de olhos e movimentos com os ombros, mas as manifestações também podem se dar na forma de sons emitidos pelo paciente (vocalizações). Podem ser contínuos ou surgir repentinamente, como acessos.

São dois os tipos de tiques, o simples: são movimentos motores involuntários decorrentes da atividade de determinados grupos musculares, como coçar a nuca, arquear as sobrancelhas etc. E os tiques simples fônicos que são sons involuntários produzidos pela passagem do ar pelo nariz, boca ou garganta.

E os do tipo complexos, que são movimentos motores semi-voluntários e de extensão mais prolongada que os simples, como tocar outras pessoas, encostar em objetos variados, repetir movimentos de terceiros, etc. Ocorrem também os tiques complexos fônicos  que são movimentos semi-voluntários que implicam vocalização de palavras inteiras, como repetir o discurso de um terceiro, repetir as palavras de um texto, etc.

Segundo a Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência, 10% das crianças em idade escolar apresentam este tipo de transtorno, começando geralmente na infância e adolescência. Segundo alguns investigadores, os tiques são automatismos nervosos que ajudam a aliviar a tensão, desaparecendo frequentemente, de forma espontânea, ao fim de algum tempo, sem necessidade de tratamento.

Os tiques nervosos costumam começar entre os 5 e 10 anos: 99% dos casos, antes dos 15 anos, por definição são transitórios e desaparecem espontaneamente antes de um ano.

Os tiques nervosos crônicos e a Síndrome de Tourette (transtorno neurológico caracterizado por movimentos repetitivos, estereotipados e involuntários e a emissão de sons vocais por mais de um ano)desaparecem em cerca de 1/3 espontaneamente, em 70% dos casos antes dos 17 anos de idade. Em outro 1/3, eles se tornam bem menos intensos. Nos demais, persistem pelo resto da vida.

Causas:  O tique é um problema com um fator genético envolvido. Alterações emocionais, como nervosismo, estresse, cansaço ou falta de sono, podem piorar esse transtorno neuropsiquiátrico. Isso porque a instabilidade aumenta a adrenalina descarregada no corpo, o que pode provocar uma crise de tiques.

Tratamento: Embora a maior parte dos tiques desapareçam espontaneamente, existem casos mais complexos e crônicos como a síndrome de Tourette citada acima que merecem maior atenção. Este é o mais grave transtorno de tiques, estando geralmente associado a problemas de relacionamento, aprendizagem, atenção, concentração e comportamentos obsessivos e compulsivos. No tratamento desta síndrome, em primeiro lugar é muito importante informar a criança, os seus familiares e professores sobre as suas características, para que estes possam compreender e aceitar o problema em questão. Em segundo lugar, é fundamental terapia psicológica e medicamentosa. As atividades desportivas também podem ajudar, uma vez que potenciam a diminuição do stress e da ansiedade.

Por mais que o tique o deixe nervoso e o impulsione a repreender a criança (principalmente), controle a irritação e nunca comente o assunto com outras pessoas diante dela. Ao não dar importância à questão, estará contribuindo, quase decisivamente, para que o tique faça parte do passado.

REFERÊNCIA

CAMPOS. Adriana. Educare.pt. Tiques: como lidar com eles? In: Psicologia. Disponível em: <http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=4B8C0B0F3DE61AA8E04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0> Acesso em: 08/05/13.

HOUNIE, Ana Gabriela.  Laboratório de ciências. Tiques e Síndrome de Tourette. Disponível em: <http://www.neurociencias.org.br/pt/568/tiques-e-sindrome-de-tourette/> Acesso em: 08/05/13.

Site Terra. Tiques nervosos atingem uma em cada seis crianças. In: doenças e tratamentos. Disponível em: <http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/tiques-nervosos-atingem-uma-em-cada-seis-criancas-saiba-mais,28c98c3d10f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html> Acesso em: 08/05/13.

VARELLA, Drauzio. SÍNDROME DE TOURETTE: DISTÚRBIO NEUROPSIQUIÁTRICO. In: Crianças. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/crianca-2/tiques-incontrolaveis-2/> Acesso em: 08/05/13.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Tiques. In: Discussão. Disponivel em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Tique> Acesso em: 08/05/13.

Síndrome de Tourette


 Tique Nervoso









terça-feira, 23 de abril de 2013

TRICOTILOMANIA


Tricotilomania  é um distúrbio crônico que faz com que a pessoa tenha um desejo incontrolável de arrancar seus cabelos, levando a uma notável calvície e provocando trauma, vergonha e acanhamento. Os lugares mais frequentes são: couro cabeludo, sobrancelhas e cílios. Outros lugares como barba e pêlos pubianos também podem fazer parte dos locais escolhidos.

Características do paciente com tricotilomania: Normalmente acontece todo um ritual de arrancamento dos pêlos geralmente as pessoas com esse transtorno fica alisando, enrolando e puxando os pêlos alvos. Esse ritual pode ser realizado enquanto se assiste à TV, dirige um carro, fala ao telefone, enquanto lê ou mesmo durante conversas com pessoas mais íntimas. Enquanto se realiza esse ritual a tensão se eleva e um desejo incontrolável de arrancar o pêlo se impôe, após o arrancamento há imediatamente uma sensação de alívio da tensão seguida de culpa por tê-lo feito. Algumas vezes o remorço por ter arrancado o cabelo leva a um comportamento de auto-punição, e como punição arranca-se mais cabelos tornando-se um ciclo vicioso.






Incidência

Acreditava-se ser um transtorno raro, mas sabe-se hoje que aproximadamente 4% da população apresenta tricotilomania. As mulheres são 4 vezes mais acometidas do que os homens. O início geralmente se dá antes dos 17 anos de idade. Início precoce é considerado antes dos 6 anos de idade (menor incidência), nessa fase a incidência é igual para ambos os sexos, a intervenção psicológica costuma ser bem sucedida quando o início se dá nessa época. Após os 13 anos é considerado início tardio (maior incidência) e nessa fase ocorre mais em meninas sendo de mais difícil controle.

Os casos de início cedo/precoce ou de leve intensidade podem ser contornados com mudanças no ambiente do paciente, tornando-o mais harmônico. Os casos de início tardio ou mais severos tendem a ser crônicos, requerendo intervenção médico-psicológica.

Causas

Segundo pesquisas, esse distúrbio não está relacionado a fatores psicológicos. Existem porêm, evidências de que há uma ligação entre a tricotilomania e acontecimentos marcantes ou estressantes que poderiam ter causado os primeiros sintomas do distúrbio.

Há relatos de pessoas que sabem exatamente como e quando a tricotilomania começou, outras não sabem relatar. Acontecimentos como pessoas que começaram a arrancar seus cabelos após algum incidente que causou preocupação em relação aos mesmos, como por exemplo, uma infestação de piolhos. Outras têm relatado começar a arrancar os cabelos brancos da mãe e sentir certo prazer no ato e após começar a rancar os próprios cabelos. Há também aqueles que dizem tudo ter começado com uma simples brincadeira, ou por terem observado alguém com esse comportamento.

Esse distúrbio não está relacionado a fatores psicológicos.Entretanto, exitem evidências de que há uma ligação entre a tricotilomania e acontecimentos marcantes ou estressantes (morte na família,começo das aulas, divórcio dos pais,    mudança de residência, ou de país,começo de uma carreira, ou um novo emprego) que poderiam ter causado os primeiros sintomas do distúrbio.

Consequências

O abalo emocional causado pela tricotiolamnia é muito grande. Sentimentos de impotência, isolamento, frustração, e vergonha, podem ter efeitos desastrosos na auto-estima de quem sofre do distúrbio. Geralmente o comportamento é mantido em segredo por anos e anos, tornando difícil o contato social, a permanência no emprego e até visitas ao médico. Muitos não procuram por ajuda, seja lá por pensarem que não há nada que possam fazer, por falta de informação, ou por medo. 

 O pior aspecto da tricotilomania é a ingestão dos cabelos, que pode levar a formação de tricobenzoá (acúmulo de pêlos ou cabelos dentro do estômago, que formam uma massa sólida, por não serem digeríveis), que com o tempo pode causar um bloqueio intestinal.

Tricobenzoá




Hábitos Relacionados a Tricotilomania: ficar olhando no espelho por longos períodos;  usar pinças;  puxar e enrolar os cabelos com os dedos; coçar e mexer nas sobrancelhas e cílios;  ficar procurando pelos cabelos bons;  puxar os cabelos um pouquinho de cada vez; ficar isolado da sociedade; ficar examinando os cabelos que acabaram de ser arrancados; morder a raiz dos cabelos; comer a raiz dos cabelos; comer os cabelos;  puxar a raiz dos cabelos;  escrever com a raiz dos cabelos; grudar a raiz dos cabelos em objetos; jogar os cabelos no chão; enfileirar os cabelos;  separar os cabelos claros dos cabelos escuros; passar os cabelos nos lábios; separar os cabelos finos dos grossos, entre outros.

Tratamento

As técnicas da terapia comportamental, a hipnose e os antidepressivos e neurolépticos estão entre as condutas que obtêm melhores resultados. Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina apresentam bons resultados no início do tratamento mas não mantêm o benefício. Tentativas têm sido feitas com outros psicofármacos associados a esses antidepressivos como o lítio e a pimozida. Os resultado foram encorajadores mas precisam ser confirmados. Aconselha-se que as medicações sejam administradas em conjunto com psicoterapia.

Depoimento:


Meu nome é Eliane, sou de São Paulo-SP, tenho 24 anos e há 15 anos sofro com a tricotilomania, sempre tive prazer em arrancar cabelos, começou com a minha mãe que pedia que eu arrancasse os cabelos brancos dela e eu adorava e arrancava tanto pretos como brancos e o que me animava é que eles fossem grossos, meio crespos, diferentes do normal pois todos da minha  família têm cabelos lisos. Depois quando eu estava com 9 ou 10 anos eu peguei piolho na escola e foi aí que a minha desgraça começou, eu tinha um cabelo maravilhoso de causar inveja, eu ficava alisando o fio para procurar lêndeas e como não conseguia tirá-las eu arrancava o fio, eu só sei que em poucas semanas com xampus os piolhos se foram e ficou a tricotilomania...Eu arranco somente cabelos e é geralmente no alto da cabeça, tenho uma falha enorme e a sorte é que sempre tive muito cabelo, o prazer é tão enorme que é quase sexual, como arranco os fios sempre no mesmo lugar eles crescem danificados e grossos e aí é um prato cheio, vira um círculo vicioso, estes fios nunca conseguem crescer. Minha casa vive cheia de cabelos pelo chão, evito usar roupas claras que contrastam com os fios que grudam em mim e todos me perguntam o porquê de meu cabelo cair tanto, quando eu varro o chão eu choro muito com a quantidade de cabelo que vejo e a culpa é enorme. Poucas pessoas sabem do meu problema, minha família não entende porque eu faço isso, vivem me censurando e zombando de mim e não compreendem que isso tudo é maior do que eu e que é terrível a sensação de culpa por sentir prazer em se autoflagelar. Evito ir ao Salão de Belezas e quando vou eu digo que tenho câncer com a maior displicência e é por isso que meu cabelo cai, acho que isso choca menos as pessoas e elas sentem pena de mim e querem me ajudar, seria diferente se soubessem que sou eu que causo este dano, seriam radicais comigo e com certeza zombariam de mim. Não permito que ninguém ponha a mão na minha cabeça, aliás eu nem gosto que toquem em mim, nem mesmo a minha mãe, que é a pessoa com quem eu divido minhas angústias, tem esse direito. Namoro há 5 anos e ele sempre reclama que eu não deixo fazer cafuné em mim, isso seria uma tortura tão gigantesca, como somente neste anos eu soube realmente, apesar de desconfiar, que isso é uma doença, eu pude contar a ele sobre meu sofrimento, chorando muito permiti que ele tocasse no meu cabelo, visse a falha e sentisse os toquinhos de cabelo crescendo, foi tão horrível, pensei que fosse desmaiar ou ter um colapso, quase não podia respirar, e depois que tudo terminou ele não deu a menor importância e acha que isso é frescura, mania tola como roer unhas como ele, isso me matou. Procurei dois psiquiatras este ano, o primeiro riu de mim e então eu imprimi tudo que encontrei na Internet sobre a tricotilomania e mandei pelo correio para esse idiota retardado, o segundo foi um amor comigo e realmente quis me ajudar, me receitou ansiolítico e antidepressivo e na euforia inicial eu parei de arrancar por três meses e aí um certo dia pus a mão na cabeça e de cara achei um fio que me excitou e começou tudo de novo com uma intensidade ainda maior e eu larguei a terapia e não tenho coragem de voltar. Acho que tudo isso em mim se resume em frustração de vários sonhos que nunca realizei, a ansiedade de algo bom que vai chegar e nunca chega realmente e não sei dizer o que é, e também ao medo que tenho da morte, pois eu tenho uma doença congênita muito rara que me faz sentir diferente das outras pessoas apesar de não ser visível e de eu estar bem. Resumindo, eu sofro muito mesmo, ao menos agora terei com quem dividir esse problema, já perdi minha a esperança, foram tantas tentativas, toucas, luvas, corte de cabelo... eu não acredito que eu possa parar, estou quase desistindo de me curar e se isso piorar eu juro que prefiro morrer . Espero que todos que tenham lido este depoimento sejam muito felizes!!!


Referências:

MAROT, Rodrigo. Psicosite. Tricotilomania. Disponível em: <http://www.psicosite.com.br/tra/out/tricotilomania.htm> Acesso em: 22/04/13.


S.O.S Tricotilomania. Tricotilomania. Disponível em: <http://tricotilomaniaonline.tripod.com/index.html> Acesso em: 22/04/13


Veja os vídeos ilustrativos:





terça-feira, 9 de abril de 2013

TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO



De acordo com Drauzio Varella, TOC ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais - DSM.IV” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões (pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira ) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar, rezar, repetir palavras ou frases, etc).

Os portadores dessa desordem realizam rituais próprios da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade, uma vez que pensam que se não agirem desta forma, algo terrível pode acontecer-lhes. Contudo, a medida que os pensamentos obsessivos são realizados tende a agravar-se podendo transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.

Existem dois tipos de TOC:

a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;
b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.

Causas:

As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos (é bastante comum que os sintomas surjam depois de algum estresse psicológico; conflitos psíquicos agravam os sintomas)  e histórico familiar (que pode também influir sob a forma de crenças e regras que regem a vida da pessoa criando uma espécie de terreno propício para o surgimento do transtorno) e fatores ligados ao tipo de educação (mais ou menos severa ou exigente, incutindo culpa ou não),  também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.

Sintomas:

O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.

Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). As dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão) e indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma consequência ruim. 

O paciente com TOC, costuma ter também uma preocupação exagerada com eventos pouco prováveis de causar-lhe algum dano, tais como a contaminação, roubo, perdas, etc., preocupações estas que acabam obrigando-o a lavagens, recontagens, rechecagens, etc.

Também o constante sentimento de que algo está ainda faltando, incompleto ou imperfeito acaba fazendo com que esse paciente tenha extrema dificuldade prática para concluir tarefas. Acredita sempre que o gás não está bem fechado, que as mão não estão tão limpas, entre outros. Todos estes são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.

Diagnóstico:

A incidência do TOC é maior em pessoas com conflitos conjugais, divorciados, separados e desempregados. É maior também nos familiares de 1º grau (3 a 7%) de portadores de TOC, é igualmente presente entre homens e mulheres, sendo um pouco mais freqüente em adolescentes masculinos (75%).
Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos apartir dos 20 anos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.

Para o diagnóstico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, os pensamentos obsessivos, e as conseqüentes compulsões deles decorrentes, devem ser suficientemente intensos para causar sofrimento acentuado, consumir tempo, interferir significativamente na rotina normal da pessoa, no funcionamento ocupacional ou nas atividades e relacionamentos sociais.

Tratamento:

Segundo Drauzio Varella, o tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam.

A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.

É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.


Referência

Ballone GJ - Transtorno Obsessivo-Compulsivo - In. PsiqWeb Internet, disponível em: < http://www.psiqweb.med.br/>, revisto em 2007. Acesso em: 05/03/13

CORDIOLI, Aristides Volpato. TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo. Disponível em: <http://www.ufrgs.br/toc/> Acesso em: 05/03/13.

VARELLA. Drauzio. TOC – TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO. In: Corpo Humano. Disponível em: <http://drauziovarella.com.br/corpo-humano/toc-transtorno-obsessivo-compulsivo/> Acesso em: 05/03/13

Assista os vídeos ilustrativos:









terça-feira, 12 de março de 2013

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO


Diálogo (do grego diálogos [διά = através e λογόι = palavra, conhecimento] , pelo latim dialogus) – 1. Entendimento através da palavra, conversação, colóquio, comunicação. 2. Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia.

Saber dizer o que pensa de maneira clara e objetiva é o primeiro passo de um bom diálogo. O diálogo é o ponto fundamental nas relações interpessoais. Sem diálogo, não tem relação, seja ela no trabalho, entre amigos ou entre uma casal. Se não ocorre diálogo, a interação não existe. 

O diálogo deve acontecer em via de mão dupla,  ou seja, um deve ouvir o outro, sem interrupções e sempre considerando que cada cabeça pensa de um jeito, cada um têm um ponto de vista a defender, por isso o respeito deve sempre estar presente.

Além dos problemas de comunicação, o que se vê nas empresas por exemplo, é a dificuldade em saber ouvir. Saber ouvir é diferente de saber escutar. Ouvir é uma ação passiva, consequência do nosso sistema auditivo, que capta involuntariamente os sons à nossa volta numa reação a estímulos externos que acontece mais rapidamente do que qualquer outro sentido. Já escutar é uma ação ativa, pois requer foco.  Escutar é uma virtude e é um dos diferenciais para se ter sucesso em uma negociação. As empresas de maior sucesso são aquelas que escutam seus clientes e procuram atender as reais demandas do mercado. Portanto em um diálogo, é muito importante saber escutar.

Atualmente muitas relações são disfeitas por falta de um diálogo franco e aberto. As vezes um problema com um amigo que fez algo que não lhe agradou e que poderia ser resolvido naquele momento é deixado pra depois, para evitar confusões ou aborrecimentos e o que era pequeno, as vezes pode torna-se grande e tomar proporções gigantescas por deixar se arrastar por meses. 

Outro problema que vem acontecendo por falta do diálogo "cara a cara" é tentar resolver situações complicadas e difíceis através de e-mails, mensagens por orkut, facebook, twitter, celular ou telefones. Sempre que se deparar com uma situação difícil, onde envolva uma ou várias pessoas e tiver que tomar decisões, promova o diálogo, por mais difícil que as vezes seja, esteja aberto para escutar e dizer o que tiver que ser dito e procure chegar a um consenso. O comodismo das ferramentas modernas de comunicação nos ajudam muito, é mais fácil mas também é mais frio, individualista e jamais irão substituir o diálogo humano e o contato visual.

Nos relacionamentos amorosos a importância do diálogo não é diferente dos outros setores, como diz Rosana Braga: "O diálogo é a ponte que une as pessoas e, em especial, os casais. Quando o relacionamento começa a perder esse alicerce chamado diálogo, os parceiros vão se distanciando e, o pior, vão criando alucinações mentais, do tipo: eu acho que ela não gosta daquilo, eu acho que ele me enganou, e assim por diante. Quanto menos diálogo é criado dentro de uma relação, maior é a distância entre os parceiros".

"Ele já deve me conhecer o suficiente para saber o que quero sem eu precisar dizer", "ela não deve rejeitar o meu ponto de vista", "amar significa nunca precisar pedir desculpas". Esses são alguns exemplos dos erros mais comuns e que fazem muitos casais se desentenderem. Por que? porque ninguém tem bola de cristal ou consegue ler pensamentos e estamos em constante mudança, transformação. As vezes algo que eu goste hoje daqui a algum tempo perde o sentido e muda. Até nossas mães que nos criaram e nos conhecem as vezes erram, tomamos gostos diferentes, nos interessamos por novidades.  Por isso e por outros fatores lembrem-se: Quando um casal aprende a demonstrar através do diálogo o que espera do outro, o que gosta e o que não agrada, a relação torna-se mais verdadeira, mais duradoura, uma vez que não há mentiras e omissões. Quando você está comprometido com a verdade, tudo vale a pena, tudo pode ser superado, tudo pode ser perdoado.

"Um bom diálogo tem o poder de reparar erros". (Lucivania Francal)

Referências: 

BRAGA, Rosana. O diálogo é fundamental numa relação de amor. Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=02688> Acesso em: 19/02/13.

COMIN, Jonas O. Crônicas da Vida e do Mundo Corporativo. Disponível em: <http://comincorp.blogspot.com.br/2006/12/o-poder-do-dilogo.html> Acesso em: 19/02/13.

CONSILARO, Hélio. O poder do diálogo. Disponível em: < http://blogdoconsa.blogspot.com.br/2011/10/o-poder-do-dialogo.html - cultura, arte, literatura e variedades> Acesso em: 19/02/13.

MUSSAK,
Eugenio. O poder do diálogo. In: Pensando bem. Disponível em: <
http://mdemulher.abril.com.br/revistas/vidasimples/edicoes/091/pensando_bem/conteudo_545003.shtml> Acesso: 19/02/13.

WIKIPEDIA, A enciclopédia livre. Diálogo. In: Discussão. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1logo>. Acesso em: 05/03/13.


VEJA O VÍDEO ILUSTRATIVO: 



Entre também na página pelo facebook: https://www.facebook.com/alinepsicoblog. 






sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

COMO FALAR DE MORTE PARA AS CRIANÇAS


 Texto de  Ceres Araujo

Não é nada fácil conversar com nossos filhos sobre morte. Se dependesse de nós, pais, as crianças seriam poupadas dos dramas da vida. Nos as isolaríamos em uma redoma de vidro para que nada sofressem, para que jamais tivessem que enfrentar situações que causam tristeza e dor.

Mas não podemos criar nossos filhos como se estivessem na Terra do Nunca, onde a infância e a inocência são inabaláveis e eternas. No mundo real há doenças, mortes, perdas...

Ninguém pensa em conversar com uma criança sobre morte sem que haja um motivo. Só se toca no assunto quando alguém próximo morreu e é preciso contar para a criança e dar alguma explicação. Portanto, acaba-se falando sobre o assunto apenas quando é inevitável.

O tema morte é difícil para todos. Ainda que morte seja a condição absoluta para o ser humano, todos somos mortais, ela é cercada de mistério. Que acontece depois da morte? Aí estamos exclusivamente no nível das crenças.

Como falar de morte para uma criança, especialmente uma criança bem jovem, que tem poucos recursos de compreensão? 

O fato é que, no momento em que a morte ocorre, não é possível dar todas as informações e não se deve sobrecarregar a criança. O relato deve ser o mais breve e digerível possível, como: “a (nome da pessoa) morreu, não poderá estar mais com a gente”.

É comum falar da morte, para a criança pequena, metaforicamente dizendo que a pessoa que morreu foi para o céu, virou uma estrelinha. Nada contra, porém deve-se estar preparado para ouvir em uma noite muito estrelada o comentário concreto do tipo; “como tem gente morta no céu!”. Ou precisar dissuadir uma criança de tentar subir no telhado, ou fazer dois furinhos na pele para nascer asas para poder alcançar a pessoa morta, querida, no céu. 

Medo da morte surge a partir dos cinco anos

A criança só começa a entender que a morte é irreversível depois dos cinco anos. A partir daí, ela começa a sentir medo da morte. Esse sentimento acompanha o ser humano por toda a vida, já que todos nós tememos a morte. Mais velha, a criança virá com perguntas mais incisivas e não irá se satisfazer com as explicações que eram suficientes em idades anteriores. Vai querer saber o porque as pessoas morrem, o que acontece com as pessoas que morrem, para onde elas vão.

Quanto ao porque, não é tão difícil responder que as pessoas velhinhas morrem, que as pessoas muito doentes também podem morrer. Explicar a morte de alguém mais jovem ou a morte de uma criança é muitas vezes mais difícil, pois muitas vezes, nem existe explicação.

Quanto o que acontece com as pessoas que morrem, para onde vão, a melhor resposta que o adulto pode dar é a que está de acordo com suas crenças e sua religiosidade. Nesse momento ele tem que refletir sobre o que é o mistério da vida e da morte para si mesmo e transmitir sua visão para o filho, seja ela qual for. Se ele acredita ou não em vida após a morte, em juízo final ou em reencarnação, precisa transmitir isso. O importante é que ele explique sua crença, mas pode admitir que não tem certeza de que as coisas sejam daquele jeito. Pode dizer algo assim: “não tenho certeza, mas acho que é isso que acontece quando a gente morre, pois isso é o que eu acredito.”

Nessas horas, muitos adultos explicam sua crença como se fosse a verdade absoluta. É um erro, pois a tendência é que a criança, quando crescer, adquira a própria crença e então poderá sentir que foi enganada. Na vida adulta, a criança poderá seguir a religião dos pais, adotar outra ou optar por não ter religião. A escolha será exclusivamente dela, ainda que tal escolha seja condicionada por todas as influências que ela tenha recebido. Com isso desenvolverá a própria crença do que acontece após a morte.

A ideia de que a vida é um ciclo, com um começo, um meio e um fim, pode ser conversada com a criança desde cedo, o que a ajudará a compreender melhor eventuais situações futuras de perda.

O simples ato de colocar um grão de feijão num algodão com água pode ensinar muito. Dia após dia, a criança acompanha a germinação da plantinha, seu desenvolvimento e seu declínio. Chega o dia em que morre o peixinho colorido do aquário ou o cachorro que ela ajudou a alimentar e a cuidar: ela vê que ele não se mexe mais, como se estivesse dormindo. Isso lhe trará dor e pena, mas mostrará que assim é a vida. Muitas pessoas acreditam que é melhor esconder a morte de animaizinhos de estimação. Talvez não seja o melhor. Não podemos evitar que nossos filhos tenham que enfrentar perda, decepção e dor, mas podemos prepará-los para superar as adversidades da vida da melhor maneira possível.

A criança precisa ser ensinada a enfrentar os momentos difíceis da vida. O mundo está longe de ser eternamente cor-de-rosa e é preciso estar preparado para ele.

REFERÊNCIA

ARAÚJO. Ceres. Como falar de morte para as crianças. In: Família: dicas para o bem-estar e a convivência em família. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vyaestelar/falar_criancas.htm> Acesso em: 29/01/13.

Ceres Araujo - Familia 
É psicóloga especializada em psicoterapia de crianças e adolescentes. Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC e autora de vários livros, entre eles 'Pais que educam - Uma aventura inesquecível' Editora Gente.

Veja também o vídeo ilustrativo: 



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

TORNAR-SE DEPENDENTE:O MEDO NA TERCEIRA IDADE



Segundo o site Capixabão, um novo estudo sobre o envelhecimento divulgado pela indústria farmacêutica Pfizer revela que enquanto 7% dos maiores de 65 anos afirmam que sua principal preocupação é a morte, 64% responderam que seu maior medo é perder a independência ou viver com dor e limitações físicas.

Dependência (significado de estado de dependente, sujeição, subordinação), Ser ou estar dependente traz sentimentos de raiva, vergonha, desafio. Quando criança ou adulto ainda jovem é perfeitamente aceitável, mas para adultos que começam a entrar na terceira idade — e é aqui que os idosos se incluem — depender de alguém não é apenas uma realidade desconfortável, é impensável. O que todos queremos é sermos capazes de cuidar de nós mesmos e de preferência, para sempre. 

Por mais que argumentamos com os nossos idosos que a certeza de independência eterna é sem fundamento, que em algum momento de nossas vidas seremos dependentes, isso não contribui muito a um membro idoso da família aceitar ajuda e conselhos do tipo: "está na hora de parar de dirigir…"; "o melhor é usar o ônibus e o metrô"; " está na hora de contratar um cuidador de idoso para te ajudar nas suas atividades diárias"… Todas essas mudanças implicarão em negociações conturbadas e dolorosas dentro de algumas famílias. Crescemos tendo a independência como um valor imprescindível e ter que abrir mão dela, parcialmente ou totalmente, não é uma tarefa fácil. É preciso que todos entendam isso para agir com cuidado, objetivando assegurar que as restrições de autonomia que serão inseridas não destrua os sentimentos de quem pretendemos ajudar.

Há muitas formas de envelhecer, mas algumas provocam mudanças que geram muitas adaptações e responsabilidades para os membros da família. Muitos idosos experimentam algum grau de dependência e necessidade de atenção nessa fase, é neste momento que a família deve pensar em contratar um profissional habilitado para cuidar do idoso. O cuidar de uma pessoa idosa com algum prejuízo ou doença incurável causa um desgaste emocional, físico e financeiro muito grande para toda a família que pode ir desestruturando ainda mais o núcleo familiar com o passar do tempo. É muito importante que a família busque ajuda para realizar esses cuidados, buscar entender como lidar com demandas do dia a dia daquele paciente, dividir as tarefas, buscar ajuda psicológica. Isso inclui uma assistência ao paciente e para a família buscando o tratamento adequado e uma assistência para o cuidador principal quanto à melhor decisão a ser tomada com relação aos cuidados com o paciente, como por exemplo, o controle dos sintomas desagradáveis que o paciente vir a sentir. 

Entretanto, há indivíduos que envelhecem com algum prejuízo, mas mantém certa independência, nestes casos, o cuidador profissional pode auxiliá-lo nas atividades cotidianas que não é mais capaz de realizar sozinho, além de participar do processo de reabilitação. 

Exemplos de idosos nesta condição são diabéticos com complicações, pacientes em tratamento de câncer, em pós-operátorio, com fraturas ósseas. Mas há também idosos que apresentam-se totalmente dependentes, com pouco ou nenhuma autonomia. Nesta situação estão os indivíduos com Alzheimer e Parkinson, em estágios avançados, com sequelas de isquemia cerebral (derrames) e os acamados. Para estes pacientes, o cuidador profissional presta um auxílio valioso, visando manter as melhores condições físicas possíveis. E para isto, o cuidador realiza uma grande gama de ações relacionadas à higiene íntima, à alimentação e à administração de medicações. ( VR Medcare, 2012)

Acompanhar uma pessoa com uma doença incurável que se encontra em estágio avançado e terminal é um desafio para qualquer equipe de saúde e para cada família; é uma experiência de intensa significação, especialmente se o paciente estiver com a consciência e cognição comprometida. Sua capacidade de interação com o mundo está quebrada, o que exige dos que estão à sua volta uma disponibilidade e motivação redobrada para decifrar sintomas. 

Enfim, acompanhar o processo de falta de independência do idoso tanto para ele mesmo quanto para aos familiares traz um profundo sofrimento emocional e aceitar esse processo é uma luta diária para ambos, uma vez que traz medo, angústia e resistência ao idoso e a busca de tolerância e paciência dos familiares. 
O que devemos entender é que em algum momento da vida todos nós precisaremos de alguém para nos auxiliar, uma vez que o envelhecimento acontece para todos. Mesmo sabendo que é difícil abrir mão da nossa dependência, um ponto positivo surge: a fragilidade aproxima um do outro. Tentamos assim buscar os pontos positivos para que a convivência se torne agradável e mais fácil de ser suportada.

"Aceitar nossa fragilidade é o que nos torna realmente fortes". (Thiago Grulha)


Referências

VR Med Care: cuidando com excelência. Medo de perder a independência é muito comum entre idosos. Disponível em: <http://www.vrmedcare.com.br/site/?p=612>. Acesso em: 17/01/13


Capixabão. Idosos têm mais medo de perder a independência do que a morte. In: Saúde e Gastronomia. Disponível em: <http://www.capixabao.com/noticia/11787/saude-e-gastronomia/idosos-tem-mais-medo-de-perder-a-independencia-do-que-a-morte/> Acesso em: 17/01/13.

Agito Campinas. A Terceira Idade: Por que temos tanto medo dessa fase da vida? Disponível em: < http://www.agitocampinas.com.br/materias/2146> Acesso em: 29/01/13.

SÉ. Elisandra Vilella G. Via Estelar. Medo e angústia em relação à morte é devido à falta de um "modelo de referência". In: Mente na Terceira Idade:informações sobre funcionamento da mente na terceira idade e gerontologia. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/vyaestelar/mentenaterceiraidade_morte01.htm> Acesso: 29/01/13.

Assista os vídeos ilustrativos: 




Entre também na página PSICOBLOG pelo facebook: https://www.facebook.com/alinepsicoblog.