quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Insegurança

De acordo com o dicionário on line de português, insegurança tem o seguinte significado: sem segurança; em que há perigo; periculosidade. Acometido por um sentimento de desamparo; sensação de não estar seguro e/ou protegido. Falta de convicção ou segurança em si próprio.

Os relacionamentos na infância com os pais ou cuidadores são fundamentais no desenvolvimento da auto-imagem. A capacidade do indivíduo de acreditar ou não em si mesmo depende de sua história e dos modelos que teve desde criança. Se o ambiente em que cresceu foi de apoio, segurança, motivação, esta criança estará mais propícia a tornar-se um adulto seguro, determinado e mais dono de si, caso contrário, se este ambiente foi de super proteção, dúvidas, segredos, com brigas/ agressões, autoritarismo, provavelmente está criança se tornará um adulto passivo, desprotegido e inseguro.

A insegurança traz várias situações e sentimentos negativos. A pessoa mostra dificuldades em tomar decisões e se paralisa, tendo dificuldade em saber qual o melhor caminho a seguir, acredita que está sempre sendo julgada e criticada, torna-se medrosa e não se arrisca em diversas situações, como um novo emprego, não consegue confiar em si mesmo necessitando sempre da aprovação dos outros para se certificar, com isso tornam-se pessoas perfeccionistas ou controladoras, pois é a única maneira de se sentirem mais seguras e leva também a pessoa a não se considerar merecedor de ser feliz ou alcançar seus objetivos e sonhos, enfim a insegurança torna-o limitante. 

Quem convive com uma pessoa insegura facilmente observa seus comportamentos evitativos, para não se expor, para evitar frustrações e ansiedades, ela geralmente adia interminavelmente as coisas, “depois eu faço”, e não faz nunca. Adia uma conversa, adia uma compra, adia uma atitude, adia um curso, adia oportunidades, até que elas passam e não da mais para conquistá-las.

De acordo com Marisa de Abreu, a insegurança é base das crenças irracionais. Crenças irracionais são aquelas idéias que você coloca na cabeça, mas que não fazem sentido nenhum, mas mesmo assim você acredita nelas. Ex: “Eu preciso ser linda para que os outros me amem e me dêem valor”.

Quando as pessoas inseguras são também ansiosas o sofrimento é ainda maior, pois ela se torna uma eterna expectadora de si mesmo. A pessoa ansiosa está sempre antecipando tudo o que pode dar errado e o que não pode ela imagina que da também. Resultado: Ela se fecha, não adianta fazer nada porque tudo vai dar errado mesmo!

Rosana Faria Freitas sugere dicas para tornar-se uma pessoa mais segura:
  • Cultive o pensamento positivo. Avalie os bons aspectos da sua vida, valorizando-os. Ao mesmo tempo, considere o que você poderia aprimorar ou modificar para se fortalecer em todos os sentidos.
  • Confie em si mesmo. Isso, claro, requer auto-reflexão e autoconhecimento. 
  • Corra atrás do autoconhecimento. Observe quais sentimentos e pensamentos o levam à insegurança. 
  • Não tenha medo de mudanças. E vá além: analise se alguma área está precisando de uma virada radical. Em caso positivo, liste ações que ajudarão a melhorar seu desempenho.
  • Faça uma lista de suas qualidades e seus pontos fortes. Trata-se de um ótimo exercício para encher o copo da auto-estima. Pense no que o faz ser único e especial, escreva e, se possível, fixe em um lugar visível para conferir sempre. Identifique suas habilidades e as coloque em prática.
  • Converse com pessoas que são importantes para você. Peça um opinião de seus pontos fortes. Só depois solicite que falem dos aspectos que precisaria desenvolver.
  • Invista em relações afetivas positivas – amorosas ou de amizade –, que lhe façam bem e onde você é admirado.
  • Valorize sua opinião frente a fatos e situações.
  • Seja paciente e flexível consigo e pare de se criticar por qualquer coisa. Não exija tanto de você, e tenha tolerância e positividade em relação a seus pensamentos, não se martirizando à toa. Não se menospreze ou se rebaixe. Em vez disso, modifique o que acredita não ser legal em você.
  • Não se leve tão a sério. Você pode aprender com seus erros e reformular suas atitudes sempre que necessário.
  • Se necessário, procure apoio com psicoterapia e aconselhamento psicológico.
Na psicoterapia você conta suas dificuldades e inseguranças. É um espaço para desabafar e se sentir mais leve. O psicólogo usa técnicas para interpretar, entender te dar uma devolutiva, te mostrar o caminho, te apoiar e te ajudar a percorrer esse novo caminho.

"Cuide dos seus pensamentos, com eles você pode fazer qualquer coisa". (Platão)


Referências:


ABREU, Marisa de. Clínica de Psicologia. Insegurança. Disponível em: <http://www.marisapsicologa.com.br/inseguranca.html> Acesso em: 10/10/13

Blog O Psicólogo. Insegurança. Disponível em: <http://blog.opsicologo.com.br/search/label/Inseguran%C3%A7a> Acesso em: 10/10/13.

Dicionário on line de português. Insegurança. Disponível em: < http://www.dicio.com.br/inseguranca/> Acesso em: 15/10/13.

FREITAS, Rosana Faria. Uol notícias. Veja dicas para vencer a insegurança e construir uma autoimagem positiva. In: Bem estar. 2012. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2012/12/01/inseguranca-razoes-aparecem-ja-na-infancia-mas-e-possivel-mudar-isso.htm> Acesso em: 10/10/13.

SILVA, Elaine Aparecida. Blog Elaine - Psicoterapia. Insegurança Psicológica. 2001. Disponível em: <http://elaine-psicoterapia.blogspot.com.br/2013/04/inseguranca-psicologica.html> Acesso em: 10/10/13. 

Veja o vídeo ilustrativo: 




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Frustração

Frustração é um sentimento de tristeza ou aborrecimento diante da expectativa não realizada ou não correspondida. Esta insatisfação pode aparecer em forma de aborrecimento, tensão interna e agressividade.

Nos dias atuais, o prazer e a satisfação são buscados a qualquer custo (hedonismo) e quando a meta buscada não é concretizada e a frustração aparece, ela é vista como a pior experiência. Mas, a frustração pode ser saudável e muito importante.

A frustração é descrita por alguns autores como necessária ao desenvolvimento infantil. Segundo a autora ​Juliana Spinelli Ferrari, evitar frustrações pode ser um dos fatores de uma formação adaptativa deficiente: uma criança muito protegida ou cujos desejos foram sempre imediatamente satisfeitos pode ter dificuldades em compreender a realidade da existência adulta, em que o desejo e a satisfação estão cada vez mais distantes e exigem cada vez mais trabalho e dedicação. Uma criança despreparada para suportar frustrações pode se transformar em um adulto que desenvolve crises emocionais por razões ínfimas ou que se sente constantemente insatisfeito.

É muito importante que as crianças tenham oportunidade em aprender a lidar com o NÃO, para mais tarde se tornar um adulto forte, uma vez que nem sempre se tem o que deseja. Outro ponto importante que deve ser lembrado e ensinado é que tudo na vida tem o momento certo para acontecer e nem sempre acontece com a rapidez que desejamos. Criar esta consciência nos ajuda a lidar com as frustrações de forma mais sábia e equilibrada, uma vez que alcançar determinados objetivos nem sempre depende unicamente de nós. Muitas vezes, existem outras pessoas envolvidas e precisamos entender e aceitar que seu tempo de agir é diferente do nosso.

Existem dois pontos importantes no que se refere à frustração, ela pode ser vista como positiva, quando ela se torna uma motivação, desafio e crescimento ou pode ser negativa, quando se torna um dano, ocasionando stress, depressão, agressividade, isolamento, ou seja, leva a pessoa a se afastar, não querem mais contato com a frustração para não passar pela situação novamente e com isso cria o senso de incompetência e depressão, uma vez que abandonou, não lutou para superar e acaba se afundando ainda mais.

De acordo com a autora Marisa de Abreu, o que torna uma pessoa mais vulnerável à frustração e a leva a sofrer diante das adversidades, são: 
- Experiências traumáticas.
- Falta de relacionamento de carinho e confiança com um adulto, quando criança.
- Falta de modelos nos quais a criança pode aprender formas adequadas de superar as adversidades.
- Falta de reforços positivos diante das iniciativas adaptativas.
- Privação de afeto ou das necessidades básicas.
- Falta de limites dos pais em relação aos filhos. Repetindo: É muito importante que as crianças tenham oportunidade em aprender a lidar com o NÃO!

A frustração pode levar a pessoa a ter alguns comportamentos negativos quando não são bem elaboradas. Estes comportamentos são: de evitação: quando a pessoa frustrada começa a evitar situações parecidas ou evita às pessoas e lugares envolvidos com a frustração com medo de frustrar-se novamente; de compensação: para lidar com a frustração  a pessoa pode compensar com outras satisfações. Ex, comer em excesso, drogas, álcool, etc. Essa substituição leva a manutenção da frustração; de desamparo: uma vez tendo se frustrado em uma atividade a pessoa para de tentar sucesso em outras áreas da vida. Muitas vezes nem há obstáculos, mas a visão distorcida da pessoa vê tudo como imensamente difícil. E assim não se dá oportunidade para perceber que poderia vencer.

Resistência à frustração

Existem pessoas mais resistentes à frustração que outras. Tem gente que passa por problemas sérios, morre um ente querido, é demitido, leva um pé da namorada, mas ficam firmes. São os resilientes (capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, stress, etc. - sem entrar em surto psicológico). Outros descompensam com qualquer coisa. A resposta está em vários fatores: genética, estória de vida, modelos, punições, reforços, privações, falta de limites. São questões biológicas, sociológicas e psicológicas. A forma como a pessoa é criada influencia seu aprendizado, o que ela vê e recebe em casa é um forte determinante, é o que diz Marisa de Abreu.

Existe terapia para superar a frustração?

Sim, a ajuda psicológica se faz através da atitude compensatória adaptativa. Quando analisamos realisticamente o desejo, e se concluímos que é impossível realizá-lo, o saudável é buscar outras satisfações mais próximas da inicial. Ex: não dá pra comprar carro zero, vamos sair de carro semi novo, pelo menos por enquanto.


Referências

ABREU, Marisa. Frustração. Marisa Psicóloga. Clínica de Psicologia. Disponível em: < http://www.marisapsicologa.com.br/frustracao.html>  Acesso em: 26/09/13.

CAVALCANTE, Elisabeth. Somos todos um: o seu site de autoconhecimento. Aprendendo a lidar com a frustração. Disponível em: <http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3575> Acesso: 26/09/13.

FERRARI, Juliana Spinelli. Frustração. Brasil escola. In: Psicologia. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/psicologia/frustracao.htm> Acesso: 26/09/13

NETTO, Marilena Henriques Teixeira. Artigos de Psicologia. Frustração. Disponível em: <http://artigosdepsicologia.wordpress.com/2008/09/28/frustracao/#more-89> Acesso em: 26/09/13


terça-feira, 17 de setembro de 2013

O perigo da mentira




Segundo dicionários online de português, mentira tem variados significados como: "Afirmar aquilo que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdadeiro: mentir vergonhosamente. Enganar, iludir; ludibriar. Ato de mentir; impostura, fraude, falsidade.Hábito de mentir, entre outros".

Crianças, adolescentes, jovens, adultos e até idosos mentem. Crianças mentem quando dizem estar passando mal para não ir a escola, adolescentes mentem quando dão "desculpas" para evitar punições na escola, jovens mentem quando não querem sair com alguém e para não ficarem como mal educados, adultos mentem quando não atendem telefones e mandam dizer que estão viajando e até idosos mentem quando dizem que estão bem mesmo passando mal, só para não tomarem remédios. Todos nós mentimos.

De acordo com CARRETEIRO (2004), a mentira pode surgir por várias razões: receio das consequências (quando tememos que a verdade traga consequência negativas), insegurança ou baixa de autoestima (quando pretendemos fazer passar uma imagem de nós próprios melhor do que a que verdadeiramente acreditamos), por razões externas (quando o exterior nos pressiona ou por motivos de autoridade superior ou por co-ação), por ganhos e regalias (de acordo com a tragédia dos comuns, se mentir trás ganhos vale a pena mentir já que ficamos em vantagem em relação aos que dizem a verdade) ou por razões patológicas.

Por ser comum, existe certa tendência a abrandar ou até caracterizar a mentira como "mentirinha" considerando-a comum e como uma forma de facilitar a inserção na sociedade, mas quando nos deixamos envolver pelas mentiras, torna-se um vício, um mau que pode se desenvolver para uma doença chamada Mitomania, que é a mania de mentir.

Segundo a psicóloga Heleni Gimenes citada por Tany Souza (2011), há uma diferença entre a mentirinha que, mesmo não sendo boa, é contada diariamente, e a doença de mentir. “O mitômano cria histórias muito bem elaboradas como uma forma de defesa para suprir necessidades psíquicas em sua vida, como a baixa auto-estima ou algumas desordens emocionais”. 


Não existe uma idade específica para o início da mitomania, o que há são pessoas que buscam a resolução de problemas emocionais e, para isso, usam de sua imaginação para criar uma realidade paralela e confortável, mas que não é sua. “Fatores familiares podem contribuir para o desenvolvimento do mitômano. Muitas vezes, o núcleo familiar é muito desestruturado e a criança é vitima de violência física ou psíquica e, para se defender da angústia que estes fatores causam, cria histórias onde tudo é diferente”, esclarece Tany.

Existem alguns tipos de mitômanos, segundo Carreteiro (2004): 

Aqueles em estado neurótico: a mentira pode surgir por problemas de autoestima e auto-imagem que necessitam  fazer-se passar uma auto-imagem melhor do que a que acreditam ter.
Aqueles em estados limite: a mentira aparece frequentemente devido à falta de barreiras externas que limitem tal comportamento. Esta situação surge frequentemente em filhos de pais muito repressivos ou muito permissivos.
Nas psicoses: a mentira surge na forma de delírio, uma descrição que as próprias pessoas admitem como verdadeira, apesar do seu aspecto frequentemente bizarro, devido a uma quebra de contrato com a realidade.
Nas compulsões: pode surgir como forma de dependência, a pessoa sabe que está mentindo, mas não consegue se controlar, num processo que surge de uma forma muito semelhante ao do vício do jogo ou à dependência de álcool ou de drogas. Neste caso, pela incapacidade de controlar os impulsos e pelo sofrimento causado, a terapia é indicada, lembrando que primeiramente a pessoa afetada precisa assumir a existência do problema e posteriormente procurar ajuda psicológica, visando à eficácia do tratamento.

Entretanto, a mitomania por ser considerado um vício como os demais, é difícil fazer com que a pessoa entenda que está doente e precisa de ajuda profissional. No caso do mitômano, ele prefere viver em seu mundo de mentiras do que enfrentar seus problemas emocionais.

Mesmo assim, segundo Heleni Gimenes citado por Tany Souza (2011), a mitomania tem cura com tratamento psicológico, que levará a pessoa a entender os motivos de sua mentira e a focar esta energia da irrealidade em algo positivo de sua personalidade. “A cura total acontece quando a pessoa acolhe, entende e modifica a criança machucada e desvalorizada que vive dentro dela. O mitômano constrói, então, uma nova visão de si com ferramentas emocionais reais que não possuía na infância”, finaliza a psicóloga.


"Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida". (Mahatma Gandhi)


Referências



CARRETEIRO, Rui Manoel. A mentira. Psicologia. PT: o portal dos psicólogos. In: Artigos. Disponível em: <http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0220> Acesso em: 15/09/13.


Dicionário informal. Mentira. In: Definições. Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/mentira/> Acesso em: 17/09/13.


Dicionário online de português. Mentir. Disponível em:< http://www.dicio.com.br/mentir/> Acesso em: 17/09/13.

 JORGE, Marilda. O perigo da mentira. Blog do caminho, 2008 . Disponível em: <http://blog-do-caminho.blogspot.com.br/2008/07/o-perigo-da-mentira.html> Acesso em: 16/09/13.

SIQUEIRA, Bruno Alves. A psicologia da mentira: Torne-se um detector de mentiras humano. ebah. Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAkAoAH/psicologia-mentira> Acessoa em: 17/09/13.


SOUZA, Tany. Mentir pode não ser somente uma mania. Arca Universal, 2011 . In: Notícias. Disponível em: <http://www.arcauniversal.com/noticias/comportamento/noticias/mentir-pode-nao-ser-somente-uma-mania-7572.html> Acesso em: 17/09/13.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Mentira. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Mentira>  Acesso em: 17/09/13.

Vídeos ilustrativos:



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Solidão

No vocabulário da língua portuguesa a palavra "solidão" significa: estado de quem se sente ou está só.

A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando. É um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento.

A solidão parece ter se tornado particularmente prevalente nos tempos modernos. No começo do século XX as famílias, eram tipicamente maiores e mais estáveis, os divórcios eram raros e relativamente poucas pessoas viviam sozinhas. Hoje, há uma tendência de inversão desses valores: cerca de um quarto da população dos Estados Unidos vivia sozinha em 1998. Anos depois, 24 milhões viviam sozinhos em casa; em 2010 este número chegou a cerca de 31 milhões e só tende a aumentar.

Estamos na era da individualidade, cada um só pensa em si mesmo, em seu bem estar, em ter prazer a qualquer custo. Nos lares são poucos que ainda mantêm a tradição de sentar-se a mesa para almoçar com a família, ou de sentarem juntos para conversar ou verem um filme, o que se vê é cada um em seu quarto com sua televisão ou navegando horas a fio na internet, não há mais diálogo, cada um vive a sua vida.

Há muitas pessoas que moram só e que apresentam uma vida bastante independente. Não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz com essa situação. Entretanto, o que se mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação. A pessoa pode sentir solidão durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família.

Para sentir solidão, entretanto, o indivíduo passa por um estado de profunda separação. Isto pode se manifestar em sentimentos de abandono, rejeição, depressão, insegurança, ansiedade, falta de esperança, inutilidade, insignificância e ressentimento. Se tais sentimentos são prolongados eles podem se tornar debilitantes e bloquear a capacidade do indivíduo de ter um estilo de vida e relacionamentos saudáveis.

Mas nem sempre estar sozinho é ruim. Estar sozinho pode ser uma experiência positiva, prazerosa e trazer alívio emocional, desde que esteja sob controle do indivíduo. Solitude é o estado de se estar sozinho e afastado das outras pessoas, e geralmente implica numa escolha consciente, ou seja, tomada pela própria pessoa.

Mesmo sendo a solidão as vezes positiva quando é consciente e as vezes negativa por consequência de alguns acontecimentos, é sabido que precisamos do outro, somos muito mais independentes do que acostumamos acreditar. A necessidade de vínculo social significativo, e a dor que sentimos sem ele, são características definitivas da nossa espécie, moldadas por anos de evolução. Ou seja, o isolamento social involuntário (sem o nosso querer) é tão contrário à natureza humana que pode ter um impacto devastador sobre a saúde. Não só do ponto de vista psicológico, mas também físico como exemplo: o mau funcionamento do sistema imunológico, ao aumento da pressão sanguínea, à elevação dos níveis de hormônios do estresse, a um sono ruim, ao alcoolismo, ao uso de drogas e mesmo a alguns tipos de demência em pessoas mais velhas. A solidão hoje já pode ser considerada um fator de risco para a saúde tão sério quanto a obesidade e o tabagismo.

São causas da solidão:

A perda de alguém significativo, pode ocorrer também após o nascimento de uma criança, um casamento ou outro evento socialmente destrutivo, como a mudança de um estudante para outra cidade por causa da faculdade,pode ocorrer dentro de um casamento ou relacionamentos íntimos similares quando há raiva, ressentimento ou quando o amor dado não é correspondido.

Tratamento:

O primeiro passo, e o mais frequentemente recomendado, é a terapia. Durante a terapia, enfatiza-se a compreensão da causa do problema; busca reverter os pensamentos, sentimentos e atitudes negativas resultantes do problema; e explorar as formas de melhora do paciente. Alguns especialistas recomendam a terapia em grupo como uma forma de se conectar a outras pessoas que passam pelo mesmo sofrimento e estabelecer assim um sistema de apoio.
Abordagens alternativas são sugeridas por alguns especialistas. Tais tratamentos incluem exercícios físicos, dieta, acupuntura, fitoterapia, entre outros. Outro tratamento, tanto para depressão quanto para a solidão, é a terapia de animais de estimação, ou terapia através da presença de animais de companhia, como cachorros, gatos, coelhos e até mesmo porquinhos-da-índia. Existem vários benefícios associados aos animais de estimação, ter um animal de estimação diminui a ansiedade e, consequentemente, os níveis de stress no organismo.

“Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada”. 
(Josh Billings)


REPORTAGEM SOBRE SOLIDÃO


TERAPIA COM ANIMAIS