quarta-feira, 22 de junho de 2011

MOTIVAÇÃO PESSOAL


“O primeiro passo para conseguir algo é desejá-lo” – Madre Teresa

O significado da palavra motivação é motivo para ação. Para entendermos o assunto é necessário entender a diferença entre motivação e estímulos.
A motivação é algo intrínseco, vem de dentro, não é o ambiente, o trabalho ou as pessoas que vãos nos motivar. Nós mesmos nos motivamos através de estímulos. Estímulo é algo extrínseco (vem de fora), não é uma essência. Ex: Se vamos a um restaurante e lá somos tratados bem, se a comida é boa e o ambiente é agradável a tendência de retornarmos ao restaurante mais vezes é mais provável do que se acontecesse ao contrário, que provavelmente não mais retornaríamos ao local.
            Motivar é simples, primeiramente se faz necessário conhecer as necessidades do grupo ou individuo ao qual se quer fazer motivado, e, a partir disto começar a criar estímulos para que este se motive e se interesse por aquilo que ele desenvolve. Afinal disponibilizamos muito mais tempo em fazer aquilo que nos motiva. Pense bem, é fácil arrumar um tempinho na agenda para ir ao salão de beleza? ou para assistir um filme, uma novela?
Pessoas motivadas atingem resultados independente de estímulos externos. É como se a pessoa verdadeiramente auto-motivada vivesse numa realidade paralela. Ela segue seu rumo independente do que ocorre em volta dela. Recompensas não a motivam, erros e críticas não a desmotivam. Ela segue sua bússola interna, tornando-se “insensível” para condições ambientais de trabalho, dificuldades na vida pessoal ou financeiras. Não é que as outras coisas são “menos importantes” do que a concretização da meta. É uma questão de auto-confiança. A pessoa intrinsecamente motivada confia em si mesma e em sua capacidade para conquistar o que deseja. A força de seu desejo é forte o suficiente para que ela não se deixe abalar por dificuldades, sejam elas de quaisquer natureza.
Os grandes exemplos da força da motivação nos mostram que para a pessoa motivada não há obstáculos que não possam ser superados, não há condições ambientais, críticas ou “puxadas de tapete” capazes de desmotivá-las. A única coisa que pode desmotivar uma pessoa verdadeiramente motivada é ela mesma. É a dúvida quanto à própria capacidade ou mesmo a perda de interesse na meta buscada.
Vamos ver a seguir um texto de superação, de conquista, tudo graças a força de seus desejos que o impulsionava para frente mesmo quando a maré era contrária.
Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao pado de qualidade exigido.
O homem desiste? Não!
 Volta a escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário".
O homem fica chateado? Não!
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica, mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste? Nã
o!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria. Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
A motivação independe de fatores externos. Quem se deixa abalar pelas dificuldades da vida, precisa mudar a si mesmo antes de buscar sentir-se motivado, do contrário a motivação será sempre passageira – quando se está tudo bem, a pessoa se sente motivada, mas frente à primeira dificuldade ela não resiste e se entrega.

O único caminho para a verdadeira auto-motivação é encontrar o(s) desejo(s) que “acendem a sua chama”.

Referências Bibliográficas:
MORAIS, Vanderlei. Motivação Pessoal. In. Administradores.com.br, internet,informativo 2010, Disponível em <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/motivacao-pessoal/45695/>. Acesso em 19 de Junho de 2011.
CHRISTY, Fran. Os segredos da motivação. In.Scribd, internet, informativo 2006, Disponível em http://pt.scribd.com/doc/248471/os-segredos-da-motivacao. Acesso em 19 de Junho de 2011.

Vídeos relacionados:





terça-feira, 14 de junho de 2011

Auto - estima



Auto-estima: é a estima que tenho por mim mesmo, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito.

Auto-estima é um ato de amor e de confiança consigo mesmo. Precisamos entender bem que são as duas coisas juntas: o "amor próprio" e a "autoconfiança". Faltando um destes ingredientes, não teremos uma auto-estima verdadeira. Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar estes dois ingredientes da auto-estima (o amor próprio e a autoconfiança), por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. 

Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer a vontade do outro. Só que auto-estima não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. Gente com boa auto-estima, apenas reconhece que, como qualquer ser humano, tem o direito de valorizar e satisfazer suas vontades.
Reconhecer significa conhecer seu próprio ser, implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo. Esse reconhecimento subjetivo torna o indivíduo mais apto a enfrentar os obstáculos e desafios do cotidiano, uma vez que agora ele conhece seu potencial de resistência e a intensidade de sua coragem e determinação. Assim ele pode evitar as armadilhas que caracterizam a baixa auto-estima, tais como a insegurança, a inadaptação, o perfeccionismo, as dúvidas, as incertezas, a falta de confiança na sua capacidade, o medo de errar, a busca incessante de reconhecimento e de aprovação, entre outros. Fortalecido, o sujeito pode resistir aos fatores que provocam a queda na auto-estima – crítica e autocrítica, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, inveja, timidez, insegurança, medo, raiva, e tantos outros.

Há caminhos que se pode seguir para elevar a auto-estima. Um deles, talvez o mais importante, já foi citado, o autoconhecimento. Também é necessário cuidar da aparência física, para que se tenha prazer de olhar no espelho, saber valorizar nossas qualidades, deixando de superestimar os defeitos, aprender com as vivências experimentadas ao longo da vida, saber desenvolver por si mesmo amor e carinho, ouvir a intuição e acreditar que se tem o merecimento de ser feliz, de ser amado, bem como desfrutar os prazeres mais simples da vida, mas que efetivamente nos fazem felizes. Assim o indivíduo receberá mais tranqüilamente os elogios e afetos, e aprenderá a retribuí-los, diminuirá sua ansiedade, terá mais coerência em seus sentimentos, que estarão sintonizados com seu discurso, não terá tanta necessidade de receber a aprovação alheia, será mais flexível, sua autoconfiança crescerá, bem como seu amor próprio, sua produtividade profissional será incrementada e, acima de tudo, ele sentirá uma intensa paz interior.

Propõe-se uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que se chamam de "os quatro pilares da autoestima":

1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular à distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.
O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo), que se desenvolve em três passos:
1-      tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas,
2-      relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo e
3-      cuidar de si.

Os exercícios incluem técnicas de relaxamento, técnicas para lidar com o crítico interno e de se tornar consciente das partes positivas de si, e muitas técnicas de reestruturação cognitiva baseada no principio de que a maneira que pensamos afeta nossa maneira que sentirmos, e no fato de que podemos mudar nossa maneira de pensar) e de autorreforço (pode gerar emoções tanto negativas como positivas, pois acontece por comparação onde o individuo compara o seu comportamento com padrões internos, se julgar que o comportamento esta a altura de seus conceitos, pode haver um sentimento de satisfação, mas se não corresponde aos seus padrões, pode causar culpa, insatisfação ou frustração.), típicas da terapia cognitivo-comportamental (leva principalmente em conta as interpretações que cada um dá a si e aos acontecimentos para tentar entender e modificar suas emoções e seu modo de agir, esses são seus pilares centrais).

Vídeos relacionados com o tema, assista!






domingo, 12 de junho de 2011

Atenção!

Quer compartilhar seus textos? publique-os aqui... mande seu texto para alinebicalho26@gmail.com , lembrando que seus textos devem ser sobre saúde, educação, etc... espero seu email. Aline Bicalho.

sábado, 28 de maio de 2011

NEUROCIÊNCIAS, DROGAS E EDUCAÇÃO

Sabe-se que o processo ensino/aprendizagem ocorre a partir da aquisição de novos comportamentos, ou seja, “aprendizagem seria, então, a aquisição de novos conhecimentos, habilidades, atitudes, competências que nos permitiriam transformar nossa prática e o mundo em que vivemos”. (Guerra, 2007)
            A aprendizagem acontece com mais facilidade em crianças e jovens onde a neuroplasticidade (propriedade de reorganização do sistema nervoso é mais eficaz). Podemos contribuir ou não para que ocorra a aquisição de novos comportamentos, uma vez que tenhamos ou não certa qualidade no âmbito biopsicossocial, o que pode dificultar ou propiciar a aprendizagem.
            Enquanto crianças aprendemos principalmente a ler, escrever e vamos nos desenvolvendo como pessoas. Quando adolescentes e jovens vamos adquirindo mais conhecimentos e passando por experiências, sendo este um momento significativo de transição onde a identidade está sendo formada. É neste processo que muitas transformações acontecem, novas amizades, novos gostos e novas experiências, algumas boas (o primeiro amor) e outras ruins (frustrações), e é nestas frustrações que os jovens ficam propício a conhecer diversas formas de amenizar seus problemas, dentre eles: as drogas.
Para um melhor entendimento, é importante que este conceito seja definido.
DROGAS – é qualquer substância química que, quando ingerida, modifica uma ou várias funções do sistema nervoso central, produzindo efeitos psíquicos e comportamentais. São drogas psicoativas: o álcool, maconha, cocaína, café, chá, diazepan, nicotina, heroína, etc. (Dalgalarrondo, 2000, p.212).
O início do uso das drogas está ocorrendo com pessoas cada vez mais jovens e com substâncias de valor tóxico cada vez mais elevado. Sob o efeito da droga os jovens encontram mesmo que momentaneamente algo que lhe traga prazer ou que faça esquecer seus problemas.
Há jovens que usam uma ou duas vezes e não usam mais, mas há jovens que pelo uso freqüente se tornam dependentes. São estes últimos que com o tempo perdem a noção de limite e de risco que as drogas podem ocasionar em suas vidas, o que importa é o prazer proporcionado pela mesma. O maior risco pode acontecer no cérebro.
Analisando os efeitos das drogas do ponto de vista da neurociência, é visto que elas podem causar efeitos cerebrais profundos. De acordo com Ballone (2005) a via neurológica mais envolvida nas dependências é o chamado sistema mesolímbico de recompensa (local ativador das sensações de prazer e alvo de ação das drogas). Este sistema se estende desde o tegmento ventral até o núcleo acumbes, apresentando projeções para diferentes áreas, como o sistema límbico e o córtex orbito frontal.
Alguns estudos mostram haver diversos neurotransmissores envolvidos, principalmente a dopamina (encontra-se no sistema límbico), é um neurotransmissor comum entre todos os casos de dependência química. Quando ocorre o uso exacerbado de drogas a níveis supra fisiológicos, ela se torna hiperativa danificando e destruindo neurônios.
A dopamina além dos estímulos prazerosos como o sexo, o lazer indica também os estímulos repulsivos como o medo e o perigo. Ela faz com que a pessoa perceba certos indicativos (positivos ou negativos) em seu ambiente, essa função está localizada no córtex pré-frontal.
Segundo Nora Volkow (2007, apud Brandão, 2009) “quando os níveis de dopamina estão muito elevados pela ação das drogas, prejudicam ou destroem as seguintes áreas cerebrais: Giro Anterior Cingulado (que governa a atenção e regula a impulsividade), o Córtex Pré-frontal Orbital (medidor da tarefa de avaliar o estímulo ambiental) e o Córtex Pré-frontal Lateral Dorsal (governa as funções executivas e decisórias)”.
O comprometimento destas áreas cerebrais vão aumentando progressivamente de acordo com o consumo das drogas. No começo o dependente ainda tem algum controle sob suas ações, mas em estágios mais avançados o indivíduo não tem mais controle, perdendo seu livre arbítrio.
Com o tempo a pessoa não utilizará a droga para lhe dar prazer e sim para ativar seu sistema de recompensa que já não mais responde como antes aos estímulos naturais.
Vimos então que o comprometimento das regiões pré-frontal e temporal do cérebro pode ocasionar mudanças no comportamento e no modo como a pessoa se relaciona com o mundo, afetando funções importantes como a atenção, memória, fluência verbal, funções executivas, a aprendizagem e a capacidade de tomar decisões.
Estudos mostram que estas alterações cognitivas provocadas pelas drogas podem ser compensadas por mecanismos neuroadaptativos desenvolvidos entre os dependentes, ou seja, determinadas áreas cerebrais tentam “compensar” falhas de outras áreas comprometidas durante a realização de tarefas cognitivas.
Enfim, o que se orienta aos usuários de drogas é que quanto mais cedo procurarem tratamento médico e psicológico, apoio familiar e de amigos para o fim do uso de drogas melhor para o seu prognóstico, pois não há certezas de que possa haver reversibilidade quanto aos prejuízos causados á memória, aprendizagem e funções cognitivas.

Texto de: Aline Bicalho - Psicóloga CRP 04/23701. Pós graduada em Psicologia Clinica Existencial pela FEAD - MINAS e pós graduanda em Psicopedagogia pela UEMG.



Referências Bibliográficas:
GUERRA, LB. Neuropsicologia e educação: perspectiva transdisciplinar. IN: Macedo, E.C., Mendonça, L.I.Z., Schlecht, B.B.G., Ortiz, K.Z., Azambuja, D.A. Avanços em Neuropsicologia: das pesquisas à aplicação clínica. São Paulo: Livraria Santos Editora, 2007. p. 207-219.
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
BALLONE, GJ. Aspectos Cerebrais da Dependência. In. PsiqWeb, internet, Disponível em <HTTP://WWW. Psiqweb.med.br.html>, revisto em 2005. Acesso em 20 de Maio de 2011.
BRANDÃO, Antônio Celso da Costa. Como agem as drogas, efeitos sobre o SNC. In. Boas Práticas Farmacêuticas, internet, informativo 2009. Disponível em <HTTP:// WWW.boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2009/08/como-agem-as-drogas-efeito-sobre-o-snc.html>. Acesso em 20 de Maio de 2011.
BALTIERI, Danilo. Uso de maconha provoca déficit de aprendizagem. In. Cyber Drogas, internet, Disponível em <HTTP:// WWW.2.uol.com.br/vyaestelar/maconha_memória.html>. Acesso em 20 de Maio de 2011.




domingo, 22 de maio de 2011

Traumas Psicológicos


O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que acontece em decorrência de eventos que marcam negativamente a vida de uma pessoa. Quem passou pelo trauma vivencia um medo exacerbado de que possa passar novamente pela mesma situação e faz de tudo para que o mesmo não aconteça.

Um acontecimento traumático pode ocorrer uma ou várias vezes repetidas o que afeta o modo como a pessoa lida, pensa e sente quando aquela experiência, podendo o trauma durar assim por semanas ou anos.

O trauma faz com que a pessoa se torne confusa e insegura, fazendo com que tenha muitas vezes medo de encarar a vida de frente. A pessoa sente-se geralmente em completo desamparo.

O trauma psicológico pode vir acompanhado de trauma físico ou existir unicamente.
São causas de traumas psicológicos:
·         Perda de entes queridos;
·          Abuso sexual;
·          Violência ou ameaças;
·         Desafeto;
·         Desilusão (especialmente se ocorrer na infância ou adolescência);
·         Eventos catastróficos como enchentes, desmoronamentos, guerras, terremotos, etc;
·         Abuso verbal;
·         Privações (enclausuramentos, comida, etc).

Um trauma pode ser vivido de várias formas e este varia de pessoa para pessoa. Uma pessoa pode sentir como traumático um evento que outra pessoa pode não sentir, e nem todas as pessoas que vivenciam uma experiência traumática (ex: desmoronamento) podem se tornar psicologicamente traumatizadas.

Geralmente o trauma ou evento traumatizante pode levar a pessoa ao que se chama de stress pós-traumático (estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática) que envolve alterações físicas no cérebro e dá lugar a mudanças de comportamento do sujeito.

São sintomas de stress pós-traumático:
·         Memórias traumáticas (lembranças), pesadelos;
·         Pensamentos indesejáveis recorrentes;
·         Estado de alerta;
·         Insônia;
·         Distanciamento afetivo e isolamento social.

Este transtorno acaba por limitar a vida da pessoa, deixando em baixa sua qualidade de vida, os relacionamentos pessoais e profissionais, sendo necessária a busca pela ajuda profissional de um psicólogo.

Tratamento:
Psicoterapia - com o objetivo de submeter ao tratamento a fim de superar o evento traumático através da construção de um novo significado/sentido para essa situação.

Aline Bicalho – Psicóloga (CRP- 04/23701)


 Referência Bibliográfica:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Jan/2001. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Trauma_psicol%C3%B3gico. Acesso em 18 de Maio. 2011.

Blog Dicas. Disponível em http://www.blogdicas.com.br/afinal-o-que-e-um-trauma-psicologico/. Acesso em 18 de Maio. 2011.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Stress


O "STRESS" é o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina no nosso organismo, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório (aceleração dos batimentos cardíacos – taquicardia) e o respiratório (promove a dilatação dos brônquios e induz o aumento dos movimentos respiratório – respiração ofegante).
Os estressores ou esgotador (indica um evento ou acontecimento que exige do indivíduo uma reação adaptativa à nova situação) dependendo do grau de sua nocividade e do tempo necessário para o processo de adaptação dividem-se em:
1. Contecimentos biográficos críticos: são acontecimentos (a) localizáveis no tempo e no espaço, (b) que exigem uma reestruturação profunda da situação de vida e (c) provocam reações afetivo-emocionais de longa duração. Esses acontecimentos podem ser positivos e negativos e ter diferentes graus de normatividade, ou seja, de exigência social. Exemplos são casamento, nascimento de um filho, morte súbita de uma pessoa, acidente, etc.
2. Estressores traumáticos: são um tipo especial de acontecimentos biográficos críticos que possuem uma intensidade muito grande e que ultrapassam a capacidade adaptativa do indivíduo.
3. Estressores quotidianos: são acontecimentos desgastantes do dia-a-dia, que interferem no bem-estar do indivíduo e que vêem essas experiências como ameaçadoras, magoantes, frustrantes ou como perdas. Exemplos são problemas com o peso ou com a aparência, problemas de saúde de parentes próximos que exigem cuidados, aborrecimentos com acontecimentos diários (cuidados com a casa, aumento de preços, preocupações financeiras, etc.)
4. Estressores crônicos: são (a) situações ou condições que se estendem por um período relativamente longo e trazem consigo experiências repetidas e crônicas de estresse (exemplos: excesso de trabalho, desemprego, etc.) e (b) situações pontuais (ou seja com começo e fim definidos) que trazem consigo conseqüências duradouras (Exemplo: estresse causado por problemas decorrentes do divórcio).
Exemplos de estressores:
  • Desprezo amoroso, dor e mágoa
  • Luz forte, níveis altos de som
  • Eventos: nascimentos, morte, guerras, reuniões, casamentos, divórcios, mudanças, doenças crônicas, desemprego e amnésia.
  • Responsabilidades: Dívidas não pagas e falta de dinheiro
  • Trabalho/estudo: bullying, provas, tráfego lento e prazos pequenos para projetos
  • Relacionamento pessoal: conflito e decepção
  • Estilo de vida: comidas não-saudáveis, fumo, alcoolismo e insônia
  • Exposição de stress permanente na infância (abuso sexual infantil).
  • Idade,calor
Sinais de Stress:
·         Diminuição do rendimento, erros, distrações e faltas na escola ou no trabalho.
·         Insatisfação, irritabilidade, explosividade, reclamações.
·         Indecisão, julgamentos errados, atrasados, precipitados, piora na organização, adiamento e atrasos de tarefas, perda de prazos.
·         Insônia, sono agitado, pesadelos.
·         Falhas de concentração e memória.
·         Coisas que davam prazer se tornam uma sobrecarga.
·         Uso de finais de semana para colocar o serviço em dia, ao invés de relaxar.
·         Cada vez mais tempo com trabalho e menos com lazer. Parece que o dia normal de trabalho não é mais suficiente para o que tem que ser feito.
·         Diminuição de entusiasmo e prazer pelas coisas, sensação de monotonia
Alguns sintomas do Stress
·         Cansaço, ganho ou perda de peso, má digestão, prisão de ventre e diarréia, gases, gastrites, úlceras.
·         Baixa de resistência, infecções, gripes e outras viroses, por exemplo: Herpes.
·         Pressão Arterial alta, Colesterol alto, Arteriosclerose, Acidente Vascular Cerebral (AVC ou "Derrame"), Infarto, etc.
·         Dores de cabeça, dores musculares, dores “de coluna”, Fibromialgia.
·         Acne, pele envelhecida, rugas, olheiras. Seborréia, queda de cabelos, unhas fracas.
·         Diabetes.
·         Tentativa de relaxar com álcool, nicotina, drogas e excesso de comida, causando outras complicações no organismo.
·         Doenças psicossomáticas, depressão.
·         Ataques de ansiedade.
·         Ataques de Pânico [taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa “não está lá” (isso se chama desrealização), de que vai desmaiar, sensação eminente de morte.
O que fazer ?
·         A solução é óbvia, mas difícil de fazer: mudar hábitos.
·         Deitar mais cedo, dormir mais, fumar e beber menos, alimentação mais saudável, socializar mais com amigos, dançar, fazer esportes, ir ao cinema.
·         Viajar, tirar férias, curtir a família. Até Deus precisou descansar no sétimo dia !
·         Massagem, Yoga, meditação.
·         Condicionamento físico.
·         Psicoterapia. Conversar com uma pessoa neutra e tecnicamente preparada ajuda a organizar melhor os pensamentos e administrar melhor os problemas.
·         A medicação acaba com os sintomas físicos e melhora o sono. Com isso a pessoa tem mais “cabeça fria” e energia para procurar soluções.
·                     Se aparece uma Depressão ela irá piorar o Stress e criar um círculo vicioso, portanto deve ser tratada.
Certamente não existe uma fórmula mágica para tratar as complexas implicações do estresse. Depende de cada indivíduo desenvolver qualidades e atitudes - como conscientização, autocontrole e autoconfiança - para que sirvam de antídoto. Elas possibilitam que a pessoa reverta o ciclo de stress. Assim, podem restabelecer a energia mental e psicológica, que lhes permite a reformulação do seu meio ambiente.

Referência Bibliográfica:
Wikipédia, a enciclopédia livre. Jan/2001. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Estresse . Acesso em 06 de Maio. 2011.
Wikipédia, a enciclopédia livre. Jan/2001. Disponível em http://www.mentalhelp.com/stress.htm. Acesso em 07 de Maio. 2011.

 Veja os vídeos encontrados - Globo repórter (27/08/2010)


terça-feira, 19 de abril de 2011

Ansiedade

ANSIEDADE

Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, etc.
Ansiedade é um estado emocional que se adquire como conseqüência de algum ato. Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da freqüência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade entre outros. Portanto, nem sempre é patológica.
Ter ansiedade ou sofrer desse mal faz com que a pessoa perca uma boa parte da sua auto-estima, ou seja, ela deixa de fazer certas coisas porque se julga ser incapaz de realizá-las. Dessa forma, o termo ansiedade está de certa forma ligado à palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter medo de errar quanto à realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.
As pessoas ansiosas têm um vasto número de sintomas. Ocorrem também as somatizações, ou seja, os doentes convertem a ansiedade em problemas físicos, incluindo dores de cabeça, distúrbios intestinais e tensão muscular.
Cerca da metade das pessoas com ansiedade sofrem principalmente de sintomas físicos, normalmente localizados nos intestinos e no peito. Conforme a sintomatologia, a ansiedade pode ser classificada em vários transtornos, mas sempre quando há um grau patológico, definido como aquele que causa interferência nas atividades normais do indivíduo.
Os sintomas mais conhecidos são: fadiga, insônia, falta de ar ou sensação de sufoco, picadas nas mãos e nos pés, confusão, instabilidade ou sensação de desmaio, dores no peito e palpitações, afrontamentos, arrepios, suores, frio, mãos úmidas, boca seca, contrações ou tremores incontroláveis, tensão muscular, dores, necessidade urgente de defecar ou urinar, dificuldade em engolir, sensação de ter um "nó" na garganta, dificuldades para relaxar, dificuldades para dormir, leve tontura ou vertigem, vômitos incontroláveis e sensação de impotência.
Os transtornos patológicos ligados a intensa ansiedade são:
*Síndrome do Pânico - é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar, sensação de irrealidade, etc.
* Fobia Específica - medo irracional relacionada a um objeto ou situação específica. Exemplo a pessoa pode ter fobia de sangue, de animais, de altura, de elevador, de lugares fechados ou abertos, fobia de dirigir, etc.
* Fobia Social - ansiedade intensa e persistente relacionada a uma situação social, a pessoa pode também, por exemplo, evitar comer, beber ou escrever em público com medo de que percebam o tremor em suas mãos,
* Estresse Pós-Traumático - estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática. Por exemplo, depois de ter sido assaltado, ficar com medo de que ocorra de novo, ter medo de sair na rua, ter pesadelos, etc.
*Transtorno Obsessivo-Compulsivo - estado em que se apresentam obsessões ou compulsões repetidamente, causando grande sofrimento à pessoa, tem como função tentar aliviar a ansiedade trazida pelas obsessões. Ex: a pessoa pode lavar a mão muitas vezes para tentar aliviar uma idéia recorrente de que está sujo.
O tratamento é feito com psicoterapia e medicamentos, dentre os quais ansiolíticos e antidepressivos. Exercícios, técnicas de relaxamento e outras atividades físicas também são bons para aliviar o estresse e ansiedade.

Referências Bibliográficas:
Wikipédia, a enciclopédia livre. Jan/2001. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ansiedade. Acesso em 25 Abril. 2011.
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

Este texto se encontra no BLOG: www.alinepsicoblog.blogspot.com