terça-feira, 9 de agosto de 2011

Separação

Porque as mulheres têm mais dificuldades em superar uma separação do que o homem?

Talvez pela cultura e educação que foram passadas a elas, além de que as mulheres normalmente são mais sentimentais e valoriza mais a relação do que o homem. Eles são mais racionais e lidam melhor com questões relacionadas ao afeto. Não que eles não sintam nada, há muitos homens que também sofrem, mais no geral a mulher sofre mais, pois para ela o relacionamento/casamento deve ser eterno.

O homem procura passar por cima do seu sofrimento buscando novas mulheres, várias mulheres, não se envolvendo com nenhuma para evitar novamente o sofrimento e para aumentar sua auto-estima que muitas vezes fica diminuída com a separação.

É importante lembrar que isso não é regra geral, há muitas mulheres que reagem exatamente iguais aos homens.

Entretanto, normalmente a mulher mostra mais dificuldades em iniciar um novo relacionamento do que o homem, pois ela demora mais a esquecer o antigo relacionamento e colocar um basta definitivo. Já o homem procura envolver-se com outra pessoa para não lembrar ou esquecer o relacionamento que acabou.

São vários os motivos que levam a uma separação: desentendimentos, traições, desamor, agressões, entre outros. Mas às vezes mesmo com tais motivos há casais que permanecem juntos, pelo menos em casa mesmo sem trocar uma palavra, pois muitos outros fatores os impedem de seguir seu caminho sozinho como exemplo: os filhos, a rotina do casal, a segurança financeira, os bens adquiridos ao longo da vida, etc.
Por isso á casais que preferem se submeter a uma relação insatisfatória para não precisarem recomeçar e criar novos hábitos. Nós seres humanos temos às vezes o problema do comodismo, “ruim com ele... pior sem ele”.

Ainda tem o problema da idade. Pessoas jovens têm mais disposição para recomeçar, além de terem virilidade, corpos atraentes, tem também mais amigos que os estimulam a sair, conhecer outras pessoas e ir para as baladas. Mas e as pessoas de mais idade? Geralmente são donas de casa, tem filhos para cuidar, não tem mais aquela disposição para sair sozinhas, além de se preocuparem com o corpo que não é mais jovem, com rugas que aparecem idesejadamente, ai pensam “ninguém vai querer envolver com alguém da minha idade”, como vou arrumar emprego agora com essa idade para sustentar meus filhos? Por isso, muitas delas se acomodam e preferem continuar vivendo tal relacionamento e se tornam cada vez mais infelizes.

O mesmo acontece com os homens, estão acostumados as mordomias dentro de casa e quando pensam que vão ter que dividir os bens adquiridos durante o casamento já logo desistem e preferem manter “seu porto seguro”, mesmo que as vezes já tenham outro caso fora de casa.

Mas há aquelas pessoas que resolvem acabar o relacionamento, sofrem, superam obstáculos, mas depois se sentem libertas, felizes e conseguem recomeçar a vida. É preciso coragem, autoconfiança e disposição!

Não é fácil saber que depois de muito tempo com a mesma pessoa ela não te quer mais, além disso, temos a mania de se auto culpar (o que foi que eu fiz? Onde eu errei?), pare de se lamentar, somente não deu certo. Não estamos acostumados a sermos rejeitados, ninguém nasceu preparado para isso. E às vezes por ser tão difícil de aceitar procuramos reatar o relacionamento e quando não da certo, ai mesmo que nos sentimos para baixo, inútil e muitas vezes até entra-se em depressão. É importante lembrar que a relação é feita por duas pessoas, então “quando um não quer dois não brigam”.

Terapia de casal resolve?

Sim, pode resolver, mas quando o casal está em crise e não a ponto de se separarem já. Muitas vezes o que falta é diálogo. É muito comum o casal em terapia acabar descobrindo e conseguindo falar ao outro suas mágoas, decepções e resolver os conflitos que poderiam contribuir futuramente para sua separação. Com isso eles entram em acordo e vivem felizes. Mas pode acontecer também do casal ver que é melhor se separarem, cada um viver sua vida e o melhor conviverem amigavelmente se necessário.

O importante é estar bem consigo mesmo e não ficar sustentando algo que não mais te agrada, te da prazer e que te faz só sofrer e adoecer.

Curta a sua vida, cuide de si próprio, aumente sua auto-estima, sua autoconfiança, fortalece-se e depois disso abra seu coração e volte a viver novamente, seja feliz!
                                                                                                        Aline Bicalho, 06 de Agosto de 2011.




terça-feira, 5 de julho de 2011

Ciúmes


Pesar, despeito por ver alguém possuir um bem que se desejaria ter. Receio de que a pessoa amada se apegue a outrem.

O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro e/ou em si próprio. Ele provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, 1 - a pessoa que sente ciúmes (sujeito ativo do ciúme), 2- a pessoa de quem se sente ciúmes (sujeito analítico do ciúme) e 3 – pessoa(s) que é (são) o motivo do ciúme (o que faz criar tumulto).

A pessoa ciumenta apresenta na sua personalidade um traço marcante de timidez e sentimentos de insegurança, problemas que costumam ter raízes na infância. O ciúmes demonstra falta de auto-confiança, medo de perder, e aguça o nosso complexo de inferioridade. O complexo de inferioridade entra, quando começamos a imaginar como será a outra pessoa, ou quando por acaso a(o) conhecemos e começamos a nos comparar com ela(ele); e reconhecemos que pode ser que ela(ele) tenha algo mais atraente que nós.

O ciúme envolve um largo conjunto de emoções, pensamentos, reações físicas e comportamentos:
  • Emoções - dor, raiva, tristeza, inveja,medo, depressão e humilhação;
  • Pensamentos - ressentimento, culpa, comparação com o rival, preocupação com a imagem, autocomiseração;
  • Reações físicas - taquicardia, falta de ar, excesso de salivação ou boca seca, sudorese, aperto no peito, dores físicas.
  • Comportamentos - questionamento constante, busca frenética de confirmações e ações agressivas, mesmo violentas.
O ciúme em níveis exagerados pode se tornar patológico, ou seja, virar doença e tornar-se paranóia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar sendo vítima de conspiração). Nesse tipo de distúrbio, a pessoa está convencida, sem motivo justo ou evidente, da infidelidade do parceiro e passa a procurar “evidências” da traição. Nas formas mais exacerbadas, o ciumento passa a exigir do outro coisas que limitam a liberdade deste, abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o parceiro ou contrata alguém para fazê-lo. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida, até o intensifica.

Algumas teorias consideram que os casos mais graves podem ser curados através da psicoterapia que passa por um reforço da auto-estima e da valorização da auto-imagem. Outros casos mais leves podem ser tratados através da ajuda do parceiro (a), estabelecendo-se um diálogo franco e aberto de encontro, com a reflexão sobre o que sentem um pelo outro e sobre tudo o que possa levar a uma melhoria da relação, para que esse aspecto não se torne limitador e perturbador, resumindo: diálogo!
O processo deve envolver também a família, pois o apoio no lar é imprescindível nesses casos. Reduzido o sentimento de insegurança, é esperado que diminua a aflição do ciúme. Só quem confia em si mesmo pode confiar em outros, de modo que parece lógico começar o tratamento pelo fortalecimento da autoconfiança.

Algumas dicas para superar o ciúmes:
1-Goste de si, antes de gostar dele.
2- Não deixe de ter amigas e de viver sua vida como fazia antes de conhecê-lo. Mantenha sua independência psicológica.
3- Antes de brigar, ou fazer uma cena, pense mil vezes.
4- Não faça projetos futuros em demasia, o romance pode não dar certo e você ficar frustrada para o resto da vida.
5- Não adianta chorar, implorar, ajoelhar, ou desmaiar, se seu (sua) parceiro(a) tiver de ir  em algum lugar ou fazer algo ele (ela) fará, quer você queira ou não.
6- Seja superior, o que quer que nós mulheres possamos falar, eles sempre irão tentar provar-nos de alguma maneira que estávamos equivocadas.
7 – Sempre que algo lhe perturbar, chame seu parceiro (a) para uma conversa e fale sobre seu descontentamento, ele (a) não tem bola de cristal! E assim, você não corre o risco de depois explodir com ele (a) quando não mais der conta.
8- Ninguém é de ninguém. (leia o livro de Zíbia Gasparetto)

Se um indivíduo é capaz de amar produtivamente, ama a si mesmo; se somente sabe amar às outras pessoas, não sabe amar em absoluto.
Responda, sinceramente:
1) Torno-me obsessiva com os relacionamentos?
? Sim ? Não
2) Nego o alcance do problema?
? Sim ? Não
3) Minto para disfarçar o que ocorre numa relação?
? Sim ? Não
4) Evito as pessoas para ocultar o problema?
? Sim ? Não
5) Repito atitudes para controlar a relação?
? Sim ? Não
6) Sofro acidentes devido à distração?
? Sim ? Não
7) Sofro mudanças de humor inexplicáveis?
? Sim ? Não
8) Pratico atos irracionais?
? Sim ? Não
9) Tenho ataques de ira, depressão, culpa ou ressentimento?
? Sim ? Não
10) Tenho ataques de violência?
? Sim ? Não
11) Sinto ódio de mim mesma e me auto- justifico?
? Sim ? Não
12) Sofro doenças físicas devido à enfermidades produzidas por stress?
? Sim ? Não

Se você respondeu afirmativamente a três das doze perguntas, é uma pessoa dependente das pessoas. (Questionário retirado do site MADA – mulheres que amam demais)


"O ciúme é o pior dos monstros criados pela imaginação."
(Calderón de la Barca)


Referências Bibliográficas:
Ciúmes. In. Wikipédia, a enciclopédia livre, internet, Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciúme. Acesso em 04 de Julho de 2011.
Dicionário on line de português, internet, Disponível em <http://www.dicio.com.br/ciumes/>. Acesso em 05 de Julho de 2011.

Como superar o ciúme. Blog da mulher, internet, Disponível em http://WWW.blogdamulher.com/como-superar-o-ciumes. Acesso em 05 de Julho de 2011.

MADA- mulheres que amam demais, internet, Disponível em <http://www.grupomada.com.br/pagina.php?x=literatura&tit=literatura> Acesso em 04 de Julho de 2011.

videos referentes ao tema: 










quarta-feira, 22 de junho de 2011

MOTIVAÇÃO PESSOAL


“O primeiro passo para conseguir algo é desejá-lo” – Madre Teresa

O significado da palavra motivação é motivo para ação. Para entendermos o assunto é necessário entender a diferença entre motivação e estímulos.
A motivação é algo intrínseco, vem de dentro, não é o ambiente, o trabalho ou as pessoas que vãos nos motivar. Nós mesmos nos motivamos através de estímulos. Estímulo é algo extrínseco (vem de fora), não é uma essência. Ex: Se vamos a um restaurante e lá somos tratados bem, se a comida é boa e o ambiente é agradável a tendência de retornarmos ao restaurante mais vezes é mais provável do que se acontecesse ao contrário, que provavelmente não mais retornaríamos ao local.
            Motivar é simples, primeiramente se faz necessário conhecer as necessidades do grupo ou individuo ao qual se quer fazer motivado, e, a partir disto começar a criar estímulos para que este se motive e se interesse por aquilo que ele desenvolve. Afinal disponibilizamos muito mais tempo em fazer aquilo que nos motiva. Pense bem, é fácil arrumar um tempinho na agenda para ir ao salão de beleza? ou para assistir um filme, uma novela?
Pessoas motivadas atingem resultados independente de estímulos externos. É como se a pessoa verdadeiramente auto-motivada vivesse numa realidade paralela. Ela segue seu rumo independente do que ocorre em volta dela. Recompensas não a motivam, erros e críticas não a desmotivam. Ela segue sua bússola interna, tornando-se “insensível” para condições ambientais de trabalho, dificuldades na vida pessoal ou financeiras. Não é que as outras coisas são “menos importantes” do que a concretização da meta. É uma questão de auto-confiança. A pessoa intrinsecamente motivada confia em si mesma e em sua capacidade para conquistar o que deseja. A força de seu desejo é forte o suficiente para que ela não se deixe abalar por dificuldades, sejam elas de quaisquer natureza.
Os grandes exemplos da força da motivação nos mostram que para a pessoa motivada não há obstáculos que não possam ser superados, não há condições ambientais, críticas ou “puxadas de tapete” capazes de desmotivá-las. A única coisa que pode desmotivar uma pessoa verdadeiramente motivada é ela mesma. É a dúvida quanto à própria capacidade ou mesmo a perda de interesse na meta buscada.
Vamos ver a seguir um texto de superação, de conquista, tudo graças a força de seus desejos que o impulsionava para frente mesmo quando a maré era contrária.
Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha as jóias da própria esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, dizem-lhe que seu produto não atende ao pado de qualidade exigido.
O homem desiste? Não!
 Volta a escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o tachavam de "visionário".
O homem fica chateado? Não!
Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele. Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não!
Reconstrói sua fábrica, mas, um terremoto novamente a arrasa.
Essa é a gota d'água e o homem desiste? Nã
o!
Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não!
Criativo, ele adapta um pequeno motor a sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria. Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.
A motivação independe de fatores externos. Quem se deixa abalar pelas dificuldades da vida, precisa mudar a si mesmo antes de buscar sentir-se motivado, do contrário a motivação será sempre passageira – quando se está tudo bem, a pessoa se sente motivada, mas frente à primeira dificuldade ela não resiste e se entrega.

O único caminho para a verdadeira auto-motivação é encontrar o(s) desejo(s) que “acendem a sua chama”.

Referências Bibliográficas:
MORAIS, Vanderlei. Motivação Pessoal. In. Administradores.com.br, internet,informativo 2010, Disponível em <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/motivacao-pessoal/45695/>. Acesso em 19 de Junho de 2011.
CHRISTY, Fran. Os segredos da motivação. In.Scribd, internet, informativo 2006, Disponível em http://pt.scribd.com/doc/248471/os-segredos-da-motivacao. Acesso em 19 de Junho de 2011.

Vídeos relacionados:





terça-feira, 14 de junho de 2011

Auto - estima



Auto-estima: é a estima que tenho por mim mesmo, ou seja, o quanto me valorizo. O quanto me quero bem e me aceito.

Auto-estima é um ato de amor e de confiança consigo mesmo. Precisamos entender bem que são as duas coisas juntas: o "amor próprio" e a "autoconfiança". Faltando um destes ingredientes, não teremos uma auto-estima verdadeira. Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar estes dois ingredientes da auto-estima (o amor próprio e a autoconfiança), por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. 

Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer a vontade do outro. Só que auto-estima não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. Gente com boa auto-estima, apenas reconhece que, como qualquer ser humano, tem o direito de valorizar e satisfazer suas vontades.
Reconhecer significa conhecer seu próprio ser, implica ter ciência de seus aspectos positivos e negativos e valorizar as virtudes encontradas. Este diálogo interior requer um voltar-se para si mesmo. Esse reconhecimento subjetivo torna o indivíduo mais apto a enfrentar os obstáculos e desafios do cotidiano, uma vez que agora ele conhece seu potencial de resistência e a intensidade de sua coragem e determinação. Assim ele pode evitar as armadilhas que caracterizam a baixa auto-estima, tais como a insegurança, a inadaptação, o perfeccionismo, as dúvidas, as incertezas, a falta de confiança na sua capacidade, o medo de errar, a busca incessante de reconhecimento e de aprovação, entre outros. Fortalecido, o sujeito pode resistir aos fatores que provocam a queda na auto-estima – crítica e autocrítica, culpa, abandono, rejeição, carência, frustração, vergonha, inveja, timidez, insegurança, medo, raiva, e tantos outros.

Há caminhos que se pode seguir para elevar a auto-estima. Um deles, talvez o mais importante, já foi citado, o autoconhecimento. Também é necessário cuidar da aparência física, para que se tenha prazer de olhar no espelho, saber valorizar nossas qualidades, deixando de superestimar os defeitos, aprender com as vivências experimentadas ao longo da vida, saber desenvolver por si mesmo amor e carinho, ouvir a intuição e acreditar que se tem o merecimento de ser feliz, de ser amado, bem como desfrutar os prazeres mais simples da vida, mas que efetivamente nos fazem felizes. Assim o indivíduo receberá mais tranqüilamente os elogios e afetos, e aprenderá a retribuí-los, diminuirá sua ansiedade, terá mais coerência em seus sentimentos, que estarão sintonizados com seu discurso, não terá tanta necessidade de receber a aprovação alheia, será mais flexível, sua autoconfiança crescerá, bem como seu amor próprio, sua produtividade profissional será incrementada e, acima de tudo, ele sentirá uma intensa paz interior.

Propõe-se uma abordagem psicoterapêutica para baixa autoestima baseada no que se chamam de "os quatro pilares da autoestima":

1. Autoaceitação: uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, ser "um consigo mesmo" e se sentir em casa no próprio corpo;
2. Autoconfiança: uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, de conseguir alcançar alguma coisa, de suportar as dificuldades e de poder prescindir de algo;
3. Competência social: é a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular à distância-proximidade com outras pessoas;
4. Rede social: estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles, ser importante para outras pessoas.
O tratamento consiste em diferentes exercícios que têm por fim capacitar a pessoa a realizar cada um desses passos dos diferentes pilares. Mas antes de se começar o trabalho no primeiro pilar há um trabalho preparatório dedicado à formação do amor-próprio ou cuidado consigo mesmo), que se desenvolve em três passos:
1-      tornar-se atento e consciente das próprias emoções, sentimentos, sensações, necessidades corporais e psíquicas,
2-      relacionar-se respeitosa e amorosamente consigo mesmo e
3-      cuidar de si.

Os exercícios incluem técnicas de relaxamento, técnicas para lidar com o crítico interno e de se tornar consciente das partes positivas de si, e muitas técnicas de reestruturação cognitiva baseada no principio de que a maneira que pensamos afeta nossa maneira que sentirmos, e no fato de que podemos mudar nossa maneira de pensar) e de autorreforço (pode gerar emoções tanto negativas como positivas, pois acontece por comparação onde o individuo compara o seu comportamento com padrões internos, se julgar que o comportamento esta a altura de seus conceitos, pode haver um sentimento de satisfação, mas se não corresponde aos seus padrões, pode causar culpa, insatisfação ou frustração.), típicas da terapia cognitivo-comportamental (leva principalmente em conta as interpretações que cada um dá a si e aos acontecimentos para tentar entender e modificar suas emoções e seu modo de agir, esses são seus pilares centrais).

Vídeos relacionados com o tema, assista!






domingo, 12 de junho de 2011

Atenção!

Quer compartilhar seus textos? publique-os aqui... mande seu texto para alinebicalho26@gmail.com , lembrando que seus textos devem ser sobre saúde, educação, etc... espero seu email. Aline Bicalho.

sábado, 28 de maio de 2011

NEUROCIÊNCIAS, DROGAS E EDUCAÇÃO

Sabe-se que o processo ensino/aprendizagem ocorre a partir da aquisição de novos comportamentos, ou seja, “aprendizagem seria, então, a aquisição de novos conhecimentos, habilidades, atitudes, competências que nos permitiriam transformar nossa prática e o mundo em que vivemos”. (Guerra, 2007)
            A aprendizagem acontece com mais facilidade em crianças e jovens onde a neuroplasticidade (propriedade de reorganização do sistema nervoso é mais eficaz). Podemos contribuir ou não para que ocorra a aquisição de novos comportamentos, uma vez que tenhamos ou não certa qualidade no âmbito biopsicossocial, o que pode dificultar ou propiciar a aprendizagem.
            Enquanto crianças aprendemos principalmente a ler, escrever e vamos nos desenvolvendo como pessoas. Quando adolescentes e jovens vamos adquirindo mais conhecimentos e passando por experiências, sendo este um momento significativo de transição onde a identidade está sendo formada. É neste processo que muitas transformações acontecem, novas amizades, novos gostos e novas experiências, algumas boas (o primeiro amor) e outras ruins (frustrações), e é nestas frustrações que os jovens ficam propício a conhecer diversas formas de amenizar seus problemas, dentre eles: as drogas.
Para um melhor entendimento, é importante que este conceito seja definido.
DROGAS – é qualquer substância química que, quando ingerida, modifica uma ou várias funções do sistema nervoso central, produzindo efeitos psíquicos e comportamentais. São drogas psicoativas: o álcool, maconha, cocaína, café, chá, diazepan, nicotina, heroína, etc. (Dalgalarrondo, 2000, p.212).
O início do uso das drogas está ocorrendo com pessoas cada vez mais jovens e com substâncias de valor tóxico cada vez mais elevado. Sob o efeito da droga os jovens encontram mesmo que momentaneamente algo que lhe traga prazer ou que faça esquecer seus problemas.
Há jovens que usam uma ou duas vezes e não usam mais, mas há jovens que pelo uso freqüente se tornam dependentes. São estes últimos que com o tempo perdem a noção de limite e de risco que as drogas podem ocasionar em suas vidas, o que importa é o prazer proporcionado pela mesma. O maior risco pode acontecer no cérebro.
Analisando os efeitos das drogas do ponto de vista da neurociência, é visto que elas podem causar efeitos cerebrais profundos. De acordo com Ballone (2005) a via neurológica mais envolvida nas dependências é o chamado sistema mesolímbico de recompensa (local ativador das sensações de prazer e alvo de ação das drogas). Este sistema se estende desde o tegmento ventral até o núcleo acumbes, apresentando projeções para diferentes áreas, como o sistema límbico e o córtex orbito frontal.
Alguns estudos mostram haver diversos neurotransmissores envolvidos, principalmente a dopamina (encontra-se no sistema límbico), é um neurotransmissor comum entre todos os casos de dependência química. Quando ocorre o uso exacerbado de drogas a níveis supra fisiológicos, ela se torna hiperativa danificando e destruindo neurônios.
A dopamina além dos estímulos prazerosos como o sexo, o lazer indica também os estímulos repulsivos como o medo e o perigo. Ela faz com que a pessoa perceba certos indicativos (positivos ou negativos) em seu ambiente, essa função está localizada no córtex pré-frontal.
Segundo Nora Volkow (2007, apud Brandão, 2009) “quando os níveis de dopamina estão muito elevados pela ação das drogas, prejudicam ou destroem as seguintes áreas cerebrais: Giro Anterior Cingulado (que governa a atenção e regula a impulsividade), o Córtex Pré-frontal Orbital (medidor da tarefa de avaliar o estímulo ambiental) e o Córtex Pré-frontal Lateral Dorsal (governa as funções executivas e decisórias)”.
O comprometimento destas áreas cerebrais vão aumentando progressivamente de acordo com o consumo das drogas. No começo o dependente ainda tem algum controle sob suas ações, mas em estágios mais avançados o indivíduo não tem mais controle, perdendo seu livre arbítrio.
Com o tempo a pessoa não utilizará a droga para lhe dar prazer e sim para ativar seu sistema de recompensa que já não mais responde como antes aos estímulos naturais.
Vimos então que o comprometimento das regiões pré-frontal e temporal do cérebro pode ocasionar mudanças no comportamento e no modo como a pessoa se relaciona com o mundo, afetando funções importantes como a atenção, memória, fluência verbal, funções executivas, a aprendizagem e a capacidade de tomar decisões.
Estudos mostram que estas alterações cognitivas provocadas pelas drogas podem ser compensadas por mecanismos neuroadaptativos desenvolvidos entre os dependentes, ou seja, determinadas áreas cerebrais tentam “compensar” falhas de outras áreas comprometidas durante a realização de tarefas cognitivas.
Enfim, o que se orienta aos usuários de drogas é que quanto mais cedo procurarem tratamento médico e psicológico, apoio familiar e de amigos para o fim do uso de drogas melhor para o seu prognóstico, pois não há certezas de que possa haver reversibilidade quanto aos prejuízos causados á memória, aprendizagem e funções cognitivas.

Texto de: Aline Bicalho - Psicóloga CRP 04/23701. Pós graduada em Psicologia Clinica Existencial pela FEAD - MINAS e pós graduanda em Psicopedagogia pela UEMG.



Referências Bibliográficas:
GUERRA, LB. Neuropsicologia e educação: perspectiva transdisciplinar. IN: Macedo, E.C., Mendonça, L.I.Z., Schlecht, B.B.G., Ortiz, K.Z., Azambuja, D.A. Avanços em Neuropsicologia: das pesquisas à aplicação clínica. São Paulo: Livraria Santos Editora, 2007. p. 207-219.
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
BALLONE, GJ. Aspectos Cerebrais da Dependência. In. PsiqWeb, internet, Disponível em <HTTP://WWW. Psiqweb.med.br.html>, revisto em 2005. Acesso em 20 de Maio de 2011.
BRANDÃO, Antônio Celso da Costa. Como agem as drogas, efeitos sobre o SNC. In. Boas Práticas Farmacêuticas, internet, informativo 2009. Disponível em <HTTP:// WWW.boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.com/2009/08/como-agem-as-drogas-efeito-sobre-o-snc.html>. Acesso em 20 de Maio de 2011.
BALTIERI, Danilo. Uso de maconha provoca déficit de aprendizagem. In. Cyber Drogas, internet, Disponível em <HTTP:// WWW.2.uol.com.br/vyaestelar/maconha_memória.html>. Acesso em 20 de Maio de 2011.




domingo, 22 de maio de 2011

Traumas Psicológicos


O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que acontece em decorrência de eventos que marcam negativamente a vida de uma pessoa. Quem passou pelo trauma vivencia um medo exacerbado de que possa passar novamente pela mesma situação e faz de tudo para que o mesmo não aconteça.

Um acontecimento traumático pode ocorrer uma ou várias vezes repetidas o que afeta o modo como a pessoa lida, pensa e sente quando aquela experiência, podendo o trauma durar assim por semanas ou anos.

O trauma faz com que a pessoa se torne confusa e insegura, fazendo com que tenha muitas vezes medo de encarar a vida de frente. A pessoa sente-se geralmente em completo desamparo.

O trauma psicológico pode vir acompanhado de trauma físico ou existir unicamente.
São causas de traumas psicológicos:
·         Perda de entes queridos;
·          Abuso sexual;
·          Violência ou ameaças;
·         Desafeto;
·         Desilusão (especialmente se ocorrer na infância ou adolescência);
·         Eventos catastróficos como enchentes, desmoronamentos, guerras, terremotos, etc;
·         Abuso verbal;
·         Privações (enclausuramentos, comida, etc).

Um trauma pode ser vivido de várias formas e este varia de pessoa para pessoa. Uma pessoa pode sentir como traumático um evento que outra pessoa pode não sentir, e nem todas as pessoas que vivenciam uma experiência traumática (ex: desmoronamento) podem se tornar psicologicamente traumatizadas.

Geralmente o trauma ou evento traumatizante pode levar a pessoa ao que se chama de stress pós-traumático (estado ansioso com expectativa recorrente de reviver uma experiência que tenha sido muito traumática) que envolve alterações físicas no cérebro e dá lugar a mudanças de comportamento do sujeito.

São sintomas de stress pós-traumático:
·         Memórias traumáticas (lembranças), pesadelos;
·         Pensamentos indesejáveis recorrentes;
·         Estado de alerta;
·         Insônia;
·         Distanciamento afetivo e isolamento social.

Este transtorno acaba por limitar a vida da pessoa, deixando em baixa sua qualidade de vida, os relacionamentos pessoais e profissionais, sendo necessária a busca pela ajuda profissional de um psicólogo.

Tratamento:
Psicoterapia - com o objetivo de submeter ao tratamento a fim de superar o evento traumático através da construção de um novo significado/sentido para essa situação.

Aline Bicalho – Psicóloga (CRP- 04/23701)


 Referência Bibliográfica:

Wikipédia, a enciclopédia livre. Jan/2001. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Trauma_psicol%C3%B3gico. Acesso em 18 de Maio. 2011.

Blog Dicas. Disponível em http://www.blogdicas.com.br/afinal-o-que-e-um-trauma-psicologico/. Acesso em 18 de Maio. 2011.

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